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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006

Mayonaise (ou parado no trânsito caótico de Lisboa com arrepios na espinha)

SmashingPumpkins-SiameseDream.jpg


Hoje foi dia de greve do Metro de Lisboa. Bem, sinceramente penso que não se pode chamar greve a esta palhaçada. Fechar o Metro entre as 6:30 e as 11:00, que medida mais demagógica.. Imagino que alguns de vocês devem estar agarrados ao écran para terem a certeza do que está escrito, prontos a explodir de alegria pois aparentemente teria virado à direita neste cruzamento. Pensem duas vezes. Não, o que eu quero dizer é que vivemos numa época de palhaçada, mesmo quando estamos a falar de coisas sérias, como o direito à greve. O sindicalismo “is dead”, essa é verdade. A defesa do direito dos trabalhadores passou a ser uma profissão, um posto, de uns não sei quando alojados nessas estruturas . Foda-se, querem lutar pelos vossos direitos enquanto trabalhadores, façam-no. Façam greve o dia todo, a semana toda se for preciso, mas sejam firmes naquilo que defendem. Agora fazer umas paragens do metro das 6:30 e as 11:00 é na minha opinião mais uma ironia do capitalismo (e se há por aí um sr. capitalismo à solta muito se deve rir da forma como conseguiu minar a “luta dos trabalhadores”). Quem é afectado por essa medida? Os restantes trabalhadores que têm de ir trabalhar e cujo meio de transporte é o metro, e que para além de ficarem retidos durante horas no trânsito, têm de aturar os humores e dos seus patrões. A administração do Metro deve rir. Como empresa pública os seus administradores de certeza absoluta que não vão para o trabalho de metro, pois têm direito a uma “viatura de serviço” para o desempenho das suas funções (curiosamente todos precisam de um Audi A8 ou outros modelos afins como viaturas de serviço…é na verdade um carro muito prático para isso!). Por outro lado, como empresa pública, os resultados da empresa são a menor das preocupações dos administradores, pois os seus resultados estão mais que cobertos pela “mão da providência do Estado”. Estou certo que estão mais preocupados em saber se foram convidados ou não para a festa do sr. bcp ou do sr. sonae. Aposto que o impacto nas receitas também não deve ser lá muito grande, pois a maioria das pessoas que anda de metro a essa hora usa passe, ou seja, são eles que estão a ser prejudicados, não os cofres do Metro. Por fim, a qualidade do serviço já é tão má, que não é a greve que vai provocar uma onda de protesto dos utilizadores que exerça qualquer tipo de pressão junto da administração. Caros trabalhadores do Metro, se as vossas razões são legítimas, assumam-nas e levem isso às últimas consequências. Fica o desabafo.


 


Isto até porque o motivo deste postal é outro. Graças à interrupção do Metro (que aliás acontece mais vezes do que aquelas que são noticiadas e nesses casos é pelos famosos problemas técnicos em relação aos quais somos completamente alheios..), tive de fazer o percurso de “little hedge” a “seven rivers” de autocarro, o que, graças à chuva (e ao seu famoso efeito sobre Lisboa), levou a que ficasse retido cerca de uma hora no trânsito. Podia ter sido pior, devo dizer. È que no meu discman estava siamese dream, talvez “o disco perfeito” dos smashing pumpkins. Mas confesso que acabei por deixar uma música no repeat, “mayonaise”… foi percorrido por vários arrepios na espinha (esclareço: provocadas pela música, que bem sei que andam por aí mentes perversas). È intemporal o sentimento que me provoca essa música, tão forte, como se estivesse a ouvir pela primeira vez. É daquelas músicas em que a primeira pessoa da letra tem a virtualidade de se confundir com a minha voz, ressoando em mim. Foi mesmo muito bom este reencontro. É um sentimento de conforto que só algumas músicas têm a capacidade de nos dar.


Eu costumo transcrever as letras das músicas na esperança que os meus leitores as leiam de facto. Mas desta vez faço mesmo um apelo a que parem por uns segundos para lerem um pedaço da voz que hoje esteve a ecoar dentro de mim.


 


 Fool enough to almost be it
Cool enough to not quite see it
Doomed
Pick your pockets full of sorrow
And run away with me tomorrow
June

We'll try and ease the pain
But somehow we'll feel the same
Well, no one knows
Where our secrets go

I send a heart to all my dearies
When your life is so, so dreary
Dream
I'm rumored to the straight and narrow
While the harlots of my perils
Scream

And I fail
But when I can, I will
Try to understand
That when I can, I will

Mother weep the years I'm missing
All our time can't be given
Back
Shut my mouth and strike the demons
That cursed you and your reasons
Out of hand and out of season
Out of love and out of feeling
So bad

When I can, I will
Words defy the plans
When I can, I will

Fool enough to almost be it
And cool enough to not quite see it
And old enough to always feel this
Always old, I'll always feel this

No more promise no more sorrow
No longer will I follow
Can anybody hear me
I just want to be me
When I can, I will
Try to understand
That when I can, I will


 

publicado por O Carteiro às 00:45
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