São cartas Senhor, são cartas! Depois de tocar a campainha, algo acontece. Não é o carteiro, mas há uma carta por abrir.

.posts recentes

. Ironia da realidade - Men...

. A ironia da democracia em...

. Não tenho paciência para ...

. Não tenho paciência para ...

. Não paciência para merdas...

. Ñão tenho paciência para ...

. Love in trash can

. End of watch

. O pecado numa dentada de ...

. Hotel Georgian

.arquivos

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Abril 2012

. Outubro 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

.links

Terça-feira, 29 de Maio de 2007

O gajo de negro

Desta vez, não vou falar do Johnny Cash. Para os devidos efeitos deste postal, o gajo de negro sou mesmo eu! Pelo menos foi assim que fui descrito por uns colegas de faculdade que já não via há muito tempo. Confesso que entre a surpresa dessa caracterização, não desgostei do rótulo…

Não deixa de ser um “exercício” curioso encontrar as pessoas que se conheceu na faculdade depois de passados uns vertiginosos 5 anos, desligado de caras com quem se conviveu durante idêntico período.

Eu sei que causei algum espanto aos presentes. À excepção da minha amiga aniversariante, de quem fiquei amigo apenas depois da faculdade, os restantes pertenciam aquele grupo de pessoas com quem mantinha um saudável convívio … à distância! Daí que o comentário tenha sido algo como “mudasti”!! – “curiosamente” o sentimento não é recíproco! Bem, aqueles que me conhecem sabem que as aparências iludem. “Tu, o gajo de negro, agora de fatinho, bronzeado, com bom aspecto!” (bem, esta última parte merece algum esclarecimento adicional, recuso a ideia de não ter bom aspecto na faculdade! Sim, por vezes tenho ataques de auto-estima! Prefiro acreditar que o facto de ter cabelo pelos ombros, andar de preto e por vezes com algumas t-shirts pouco politicamente correctas, fizeram que ganhasse essa reputação junto .. da maioria dos alunos de direito… por alguma razão nunca me dei muito com pessoas de direito e muito menos de direita! Claro, há excepções!).

Acho que o papel de “outsider” me assenta bem. O contrário é que nem por isso. Mas isso não quer dizer que seja assim tudo tão claro, até porque não fujo das contradições.

Mas, dentro dos limites da objectividade de um julgamento em causa própria, na essência continuo a ser o gajo de negro. No entanto, estou certo que para as pessoas que me lêem e me conhecem esta frase quer dizer coisas muito diferentes. Talvez se fosse possível fazer uma média aritmética fosse possível chegar àquilo que Kierkegaard designa “the self – a relation wiches relates to itself, or that in the relation which is its relating to itself, The self is not the relation but the relation´s relating to itself” (sim, eu ainda ando a assimilar “the sickness unto death”, um verdadeiro desafio à minha capacidade de evitar um nó no encadeamento do pensamento. Assim que ache oportuno, falaremos…)

O “gajo de negro” serve para fazer a ligação para a “banda sonora” dos dias que correm (e dos muitos que já correram). Os “Black Rebel Motorcycle Club”, que já referi algumas vezes neste apartado postal, são uma banda muito perto do sublime daquilo que mais genuíno define o “gajo de negro”. No meu ecletismo musical vai existindo alguma volatilidade no ranking das minhas escolhas ao sabor das minhas divagações. Acho que talvez possa dizer: “the man in black is back”! A juntar a todas estas incoerências coerentes, está o facto de terem lançado o seu quarto álbum tão magnífico como os três anteriores. Aliás não resisti a “magicamente” compilar os quatro álbuns para me fazerem companhia enquanto assumo o volante do “carro preto do gajo de negro” (e acreditem, conduzir ao som de “stop”, “love burns”, “whatever happened to my rock and roll”, “took out a loan”, “666 conducer” é uma experiência digna de registo.. excepto nos radares da polícia!).

Acho que os BRMC acabam por ser uma boa metáfora de mim: as aparências iludem, mesmo o negro tem várias tonalidades.

Para os mais incrédulos, deixo aqui alguns exemplos:

http://www.youtube.com/watch?v=E7c58hN9Krc

http://www.youtube.com/watch?v=eguT7884cB4

http://www.youtube.com/watch?v=kKCNVbwwSIE

http://www.youtube.com/watch?v=wgZ_9zA1WRw

http://www.youtube.com/watch?v=nNXKNPv5ZlE

http://www.youtube.com/watch?v=te4OmWDigQw

 

Para os mais crédulos, aqui fica a discografia da banda:

1.      Black Rebel Motorcycle Club (2002)

2.      Take them on, on your own (2003)

3.      Howl (2005)

4.      Baby 81 (2007)

 

WINDOW (Baby 81)

Turn your eyes from the window so you won’t see this world
The walls are closing inward, there’s nowhere left to turn

You want it, you need it, the words slip away
Your crying your eyes out, your mind wants to break
Your heart is your weakness, your song plays endlessly
Wonder how you sleep

All your houses crumble
Shadows begin to howl
Spiders on the rooftops
The trapdoor’s in ourselves

You want it, you need it, the words slip away
Your crying your eyes out, your mind wants to break
Your heart is your weakness, your song plays endlessly
Wonder how you sleep, it’s a wonder to me

So how’s it going to feel
When you don’t know what’s real
You tell yourself it’s love, then tear your insides up
So how’s it going to feel
When you don’t know what’s real
You tell yourself it’s love, then tear yourself apart

Senses all been fractured
The traitor’s in your sights
The hours spinning backwards
There’s nowhere left to hide

You want it, you need it, the words slip away
Your crying your eyes out, your mind wants to break
Your heart is your weakness, your song plays endlessly
Wonder how you sleep, it’s a wonder to me

So how’s it going to feel
When you don’t know what’s real
You tell yourself it’s love, then tear your insides up
So how’s it going to feel
When you don’t know what’s real
You tell yourself it’s love, then tear yourself apart

How many people must learn
How many roads must you turn
There’s something hiding below

How many tears must you cry
How many buried inside
Until you finally let go

How many years must you fight
How many stories survive
Until the tables will turn

How many days must you brave
How many years must you pay
There’s nothing left to let go

 

música: Window - BRMC
publicado por O Carteiro às 09:30
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Laranja a 29 de Maio de 2007 às 14:08
Sr. Carteiro, desconhecia que tinha um passado mergulhado na escuridão... e o seu tom bronzeado actual ainda se deve à sua viagem a Marrocos?
De Ocarteiro a 29 de Maio de 2007 às 23:47
Felizmente agora vejo a luz! lol Tanta luz que até fico moreno mesmo sem ter de voltar a marrocos!

Comentar post

.Fevereiro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.links

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds