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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Diáspora

Sendo um pouco distraído com datas e não estando sequer reunidos os pressupostos de facto (muito menos de direito) do evento, não é de estranhar que tenha reagido com perplexidade, quando abordado com a questão: planos para logo à noite? Ainda por cima hoje, em que foi confrontado com o drama de ter faltado água de manhã e não ter podido tomar o meu banho de “reanimação”, o que me deixa um pouco mais transtornado do que o costume.

Ainda assim, as duas mais queridas “Clearing girls” do mundo (também poderia dizer as duas clearing girls com quem consigo falar sobre um problema de trabalho sem me passar da cabeça e ponderar abrir uma excepção à minha condição de pacifista!!) foram capazes de me arrancarem um sorriso com a originalidade! Perante a ideia de celebração do dia D. S. Valentim, eis os seus comentários:

·      “S. Valentim, esse gajo? Já deve ter arrasado com o S. Valentim no blog com um manifesto muito eheheheehe (onomatopeia acompanhada de linguagem gestual intraduzível por escrito) (Clearing Girl)

·      “Podias era festejar o Dia do Santo Encalhanço” (Pipas Clearing Girl)

 

Mas para demonstrar o carácter quântico do meu pensamento e que eu não escrevo só coisas “pessoanas” e depressivas (aliás, nunca escrevo), deixo o meu contributo e homenagem ao Amor, em especial para os sonhadores de metáforas como eu…

Desejo

 

A tua luz incandescente

Cortou o meu caminho,

Derrubando a monótona cadência

Das palavras e do mar,

Despertando o silêncio,

E as veias do meu acordar.

 

Como desejo os teus lábios!

Como estou hipnotizado!

O teu mistério suspenso,

Em enigmática contemplação,

Imobiliza o meu olhar

No encanto do teu.

 

Os teus olhos são a cor,

São um oceano imenso,

Em tempestade e na brisa suave,

Uma escarpa íngreme

E a força de a vencer.

 

Queria sentir a tua pele,

Essa seda delicada, 

Num traço fino de cisne.

Sigo o ondular dos gestos

E o esboço dos teus lábios.

 

A tua boca vermelha

Desespera-me de tanto dançar,

Queria tanto beijar-te,

Apagar o fogo imenso

Que arde na minha saliva

E na ausência dela.

 

Esquecendo a lógica das coisas

E a ciência do tempo,

Queria ser o copo

Em que bebes,

O cabelo que acaricias,

E a almofada em que dormes,

E queria ser o teu pensamento

E a fonte do teu desejo.

publicado por O Carteiro às 16:30
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9 comentários:
De Margot a 15 de Fevereiro de 2007 às 08:25
Gostei especialmente da "onomatopeia acompanhada de linguagem gestual intraduzível por escrito" eheh, fiquei curiosa de qual teria sido a minha expressão :) De qualquer forma, conseguiste surpreender-me positivamente com o teu bonito poema (mesmo a esta hora da manhã). Viva o "Santo "Encalhanço" pois senão fosse ele, provavelmente o Carteiro não teria tempo de publicar estas "postas" que me fizeram sorrir logo às 8h da manhã. Última nota: quando pensares abrir uma excepção ao teu pacifismo, respira fundo e pensa antes que estás a comer a melhor apple crumble que alguma vez fizeste, a fumar uma bela chicha e que a “problemática gnoseologica levantada pela sexualidade da Barbie” é bem mais interessante do que o problema de trabalho :))
De O Carteiro a 16 de Fevereiro de 2007 às 04:18
Querida Clearing Girl , eu é que tenho de agradecer! Duplamente! Uma pelo comentário e outra pelo sorriso, não às 9:00 espanholas, mas às 9:00 portuguesas!! Mas eu sou solidário com o drama das clearing girls (de todas... de madrugada, tendo a ser mais simpático!). Certamente poucas pessoas conhecerão esse drama de ter fuso horário no nosso próprio país!
Baci
De Pipas, Clearing Girl a 15 de Fevereiro de 2007 às 12:45
Uma das personagens deste belo elenco teria toda a obrigação de tecer o seu mais humilde comentário, como estará prestes a fazê-lo. Tal como em todos os poemas, é sempre necessária uma interpretação e, neste caso, relativamente ao dia do Santo Encalhanço : De facto, uns festejam-no por não terem mais nada para fazer, outros porque gostariam de ter muito mais para fazer do que passar os dias sem fazer absolutamente nada. Claro que tu serás sempre a excepção a esta regra, dado que poderias até festejar o Santo Encalhanço , mas TODOS OS DIAS. E a razão não se prende com falta ou excesso de tempo. Prende-se antes de mais nada, com o objecto em si. Não haverá nenhuma mulher capaz de silenciar esse belo coração tão sensível!? Não haverá nenhuma mulher que te sirva de reanimação para quando falha a água de manhã!? Esse será sempre o maior problema das mulheres... não serem capazes de subir até à "Torre de Rapunzel ", onde te encontras.
De O Carteiro a 16 de Fevereiro de 2007 às 04:51
Como fico contente por lhe poder dar as boas-vindas cara Pipas, the clearing girl! Grazie mille por tão gentis metáforas (devo acrescentar que, felizmente, tal não é novidade, pois na minha memória ficará para sempre recordado o episódio do lanche de natal.. se bem que, pensando bem, talvez não tenha sido motivado pelos motivos mais nobres!!).
Gostei especialmente da metáfora da rapunzel, embora tenha de confessar que talvez a culpa não seja das mulheres. O problema é que o meu cabelo cumprido pelos ombros já só faz parte do arquivo das memórias (e de algumas fotografias bem guardadas!!).
Baci
PS - "Não haverá nenhuma mulher que te sirva de reanimação para quando falha a água de manhã!?" Estou a ver que tenho concorrência séria nas metáforas!!
De Nita a 16 de Fevereiro de 2007 às 14:20
Lol! Nunca escreves coisas depressivas?! Nem sempre claro - e ainda bem... Mas também não percebo a relação que estabeleces entre depressivas e "pessoanas" - uma coisas não tem necessariamente de ter a outra por perto... Sempre! Sejam bem-vindos esses laivos de emoções que fervilham naquilo que mais depressivo pode ter um ser humano! Well done Mister!!
De Nita a 16 de Fevereiro de 2007 às 14:20
Lol! Nunca escreves coisas depressivas?! Nem sempre claro - e ainda bem... Mas também não percebo a relação que estabeleces entre depressivas e "pessoanas" - uma coisa não tem necessariamente de ter a outra por perto... Sempre! Sejam bem-vindos esses laivos de emoções que fervilham naquilo que mais depressivo pode ter um ser humano! Well done Mister!!
De ninguém...como qualquer romeiro diria a 17 de Fevereiro de 2007 às 12:10
Os que escrevem por imaginação poética correm o risco de escrever no vazio. O poeta perde a sua essência quando finge. Porque ou o poeta ama sempre que escreve e então fá-lo com ligeireza, ou ama apenas uma vez, como convém a um poeta verdadeiro e nesse caso mente quando escreve demais.
De ninguém...como qualquer romeiro diria a 17 de Fevereiro de 2007 às 12:24
Já agora, respondendo à PIPAS, a queda da "Torre de Rapunzel" é absolutamente fatal, porque dela cai-se directamente para a nossa a própria torre. E dentro de uma torre não se pode salvar ninguém...
Ainda assim...valeu a pena o pouco tempo que lá permaneci. É uma torre fantástica.
De ninguém...como qualquer romeiro diria a 17 de Fevereiro de 2007 às 14:44
PIPAS, estive a ponderar, e porque esta é definitivamente a última vez que venho espreitar este blog, deixo uma pergunta importante e uma resposta importante, para quem quiser atentar nelas:
pergunta: o que acontece se o primeiro e único grande amor de uma rapunzel numa torre for outra rapunzel numa torre?
resposta: Hão-de olhar-se eternamente como dois egoistas que só pensam em ser salvos, por muitos anos que passem...

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