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Quinta-feira, 14 de Abril de 2005

Maynard has found Jesus!

tool.jpg


Aviso Ilegal:


 


Esta carta contém metáforas, ironias e verdades susceptíveis de ferir a susceptibilidade de grande parte da população portuguesa e arredores. Deste modo, sem querer excluir ninguém, este aviso deve ser especialmente tido em consideração pelas pessoas que preencham uma das seguintes condições (ou seja, verificação não cumulativa, se acumular, esqueça o aviso, porque é um castigo merecido!):


a)      Nas últimas eleições, votou no PRN, participou nos tempos de antena da Nova Democracia, chorou durante o discurso de derrota de Paulo Portas, foi a qualquer comício político de Pedro Santana Lopes ou votou convictamente em qualquer um dos restantes partidos;


b)      Tem o sonho de colocar o nome de Salazar ao seu filho, em homenagem às cantinas para pobrezinhos mandadas construir por este anti-fascista;


c)      Se gostava de se sentar no colo do Cardeal Cerejeira (vá-se lá saber porque);


d)      Fez o crisma de livre e espontânea vontade, depois de ter sido obrigado a fazer a primeira comunhão e a comunhão solene e sabe que fez o baptizado mas não se lembra de ter rogado pragas ao padre por este lhe ter posto água fria na cabeça;


e)      Tem o automóvel estacionado em segunda fila;


f)        Tem mais que fazer do que me aturar.


 


“Maynard has found Jesus”. Mais uma assincronia cronológica, tal como eu gosto, tendo o tempo como metáfora. Este título foi pretexto para uma interessante partida de “April fool”. A história é mais ou menos esta: no site oficial dos Tool foi colocada um artigo, com data de 31 de Março, que dava conta da conversão espiritual de James Maynard, que o teria levado seu abandonar a produção do sucessor de “Lateralus”, para dedicar a sua vida à busca de Jesus. Alguns jornalistas acabaram por noticiar esta notícia passados alguns dias, espalhando a “boa nova”, realçando que não se tratava de uma brincadeira de 1 de Abril porque a notícia era anterior a esse dia! Como é fácil manipular a mente de pessoas sem um “Third Eye”. É preciso desconhecer todo o conceito artístico subjacente ao projecto musical Tool (não vou dizer a melhor banda do mundo, porque não é preciso. Bem aventurados aqueles que tiveram o privilégio de os ver ao vivo no Restelo… como eu! Para breve um postal!) para hesitar na gargalhada.


Por antítese, ou talvez não, este episódio cruzou-se com outro evento televisivo dramático e de elevadas audiências: a morte do Papa. A este nível de elevação espiritual, só mesmo a Quinta das Celebridades com a participação de outro símbolo do catolicismo, o “alegre” Castello Branco.


Também acho que o Papa é um ícone da história universal. Infelizmente, da triste história da Humanidade. Realmente a memória e o espírito crítico são dois bens escassos e preciosos.


Primeiro, a história cruel da submissão de um homem aos caprichos de rituais inócuos da igreja católica. Que prazer sórdido são as pessoas são capazes de retirar de um aceno de uma pessoa às portas da morte? Foi por isso que o Papa escolheu ir para o Inferno celeste a ter de aturar o inferno terreno. Heresia? Será? Limitei-me a criar um silogismo: quem recusa ajuda médica para morrer comete suicídio, o papa recusou ajuda médica, Logo, o Papa cometeu suicídio (ironia, será?).


Em segundo lugar, o culto da imagem, condenado pelos próprios textos bíblicos, mas que ninguém parece recordar. Que dizer das anunciadas peregrinações ao túmulo do defunto (alguém tem presente a parábola do touro de ouro????). Para cúmulo, o apelo das multidões para que a Igreja (e não Deus, está bom de ver a diferença) o considere “Santo”, pois parece que um americano se curou de cancro depois (no sentido amplo da localização espacial) de visitar o Papa. Tal sugestão faz-me recordar o célebre episódio ocorrido na academia sueca de ciências, quando alguém propôs Hitler para prémio Nobel da Paz pelo seu livro “Mein Kampf”.  É a vida desse homem curado mais valiosa do que as vidas dos milhões de pessoas infectadas com o vírus da SIDA? Quantos milhões de pessoas é preciso morrerem para que a Igreja católica venha pedir perdão pela irresponsabilidade das suas doutrinas anti métodos contraceptivos e pela sua propaganda pró-reprodução? Será que serão necessários os mesmos séculos que foram precisos para ouvir o “Santo Papa” pedir “desculpa” pela “Santa Inquisição” e pela perseguição e o ódio religioso que a Igreja fomentou ao longo dos tempos. Sim, apagar a história é bem mais simples do que aprender com ela.


Será a ignorância neste caso uma benção? Era capaz de apostar que 95% dos chamados católicos praticantes e da famosa categoria dos “não praticantes” nunca leram uma página que seja da Bíblia (eu falei em ler, não em perceber, pois aí teríamos uma percentagem totalmente diferente!). E na verdade, só assim se explica que a Igreja possa continuar a ser aquilo que sempre foi, uma farsa. Talvez não seja coincidência o facto de durante muito tempo a Igreja não ter permitido traduções da bíblia para as “línguas comuns”. Hoje em dia isso deixou de fazer sentido, ninguém quer saber, a aparência é tudo.


Este é o património cultural legado por todos estes séculos de catolicismo, que alguns queriam ver “fanaticamente” referido na constituição Europeia. Não será estranho que numa Constituição apelidada de neo-liberal, redutora da integração europeia a uma dimensão económica, onde a integração social e cultural é praticamente esquecida, tenha havido tão grande clamor pela inclusão desta menção? Não, a consciência de certos homens precisa de ser apaziguada pela Igreja, já que Deus se recusa a fazê-lo. Conhecem a “Opus Dei”? Sabem quem são os seus elementos? Que Deus proteja o lucro das vossas empresas!!


 


PS – Não sou ateu nem pertenço a nenhuma religião. Confusos?


PS – Só a ignorância explica que neste país se tenha decidido “oficialmente” censurar o livro “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, um dos mais belos livros sobre a vida de Jesus. Aí encontrei Jesus!


 

publicado por O Carteiro às 20:58
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