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Terça-feira, 14 de Junho de 2005

“I’m a lesbian too”*

 


1628.jpg


O tema de hoje deve fazer a delícia dos leitores mais mundanos, para já não falar dos mais maldizentes!!


É sem dúvida um tema cheio de polémica nos dias que correm (e não são só os dias que correm dados os últimos “rides” de defesa dos bons costumes e da moral pública!) a questão da homossexualidade e direitos dos homossexuais e outras questões afins (se bem que o governo português “ainda” não se tenha lembrado de por mais este tema no seu “road show”, à semelhança do governo dos nuestros hermanos). Mas desenganem-se aqueles que pensam que venho falar disso!


O postal de hoje resulta de um “show” bem mais interessante. “Seis palmos de terra” (ou, para os puristas, “six feet under”) é a única coisa que tento acompanhar na televisão nos dias que passam (não quero repetir a piada sobre o correr!). O episódio de ontem é responsável por estas linhas. Eu sei que o que vou dizer dá normalmente origem a acusações de “machismo” e outros “ismos” afins por parte das mulheres (dado o famoso lugar comum das fantasias sexuais dos homens heterossexuais... claro), mas perdoem-me, tenho de desabafar: quem é capaz de ficar indiferente ao enlace da Claire e da Edie?! É nestes momentos em que tenho a forte convicção de que se fosse mulher, seria certamente lésbica! Eu sei que a minha apreciação não é objectiva e muito menos imparcial, mas existe uma beleza estética no corpo e sedução feminina que simplesmente não existe no homem, muito menos em dois homens! Na verdade, o enlace das duas personagens fica bem longe do “erotismo” explícito das relações homossexuais masculinas que abundam na série. No entanto, a carga erótica dessas imagens surge diluída numa beleza que alimenta o poder de sedução do acto em si, dando origem a um certo aperto .. na garganta. Sinceramente gostaria de saber a opinião das minhas leitores, especialmente se viram o episódio. A liberdade de expressão é total. Parafraseando o meu “camarada” Daniel Jonhs* “Fuck you, I’m a lesbian too”.


 


*Vocalista dos Silverchair. Mais uma grande banda que nunca passou por Portugal. Quem tiver a oportunidade de ver imagens da sua actuação no Rock in Rio (de Janeiro e não o pobre rio Tejo), fica com uma boa ideia daquilo que nos têm impedido de ver por cá (as vocalizações da música “freak” são simplesmente de outro mundo).


 

publicado por O Carteiro às 19:12
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7 comentários:
De o carteiro a 20 de Junho de 2005 às 00:57
Cara Branca de Neve, voltamos à nossa anterior discussão do sexo dos anjos! Para não me repetir, faço uma remissão para aquilo que já escrevi no meu comentário ao postal sexo.
A questão da distinção entre amor e sexo tem muito que se lhe diga. Ouço as mulheres queixarem-se de os homens não saberem fazer a distinção, mas ainda não vi nenhum homem queixar-se de não saber fazer a distinção. É caso para perguntar, quem é que não sabe fazer a distinção? (Isto é uma provocação, não levem a sério!).
Na minha opinião, a questão está errada logo à partida. Será que a distinção faz sentido? Será que é possível extremar posições entre sexo e amor? Será tudo preto e branco? Será crime responder aos nossos impulsos sexuais (evito a expressão pecado para não ser demasiado óbvio)? Ou será mais correcto dizer, num politicamente português suave correcto, que tudo é amor?
Acho que esta discussão é bem ilustrativa da famosa ilusão do “véu de maya”, marca indelével da nossa cultura, perscrutando continuamente a necessidade de racionalizar o irracionável.
Cara Helena, gostaria deixar bem claro, o texto não era nenhum manifesto relativamente à fantasia sexual dos homens relativamente às lésbicas. Longe disso, como penso ser possível extrair de uma leitura mais atenta do que eu escrevi. O meu comentário está situado num plano puramente estético, sem pretender fazer qualquer defesa do quer que seja. Relembro que estava a comentar um episódio da série “six feet under”, e não a quantificar a beleza das lésbicas (juízo que, na generalidade, é altamente questionável, pois, caso contrário, estaria encontrado um inovador tratamento de beleza feminino!). Não concordo com a parte da relação das lésbicas ser mais romântica e menos carnal, penso que não é possível extrair essa conclusão. Até prova em contrário, acredito que as relações lésbicas, homossexuais e heterossexuais padecem a este nível dos mesmos problemas, ou seja, da variação de romantismo ou “canibalismo” em função dos seus elementos. Mesmo no âmbito das relações heterossexuais, acho extremamente autista a acusação de que os homens são despojados de romantismo e incapazes de distinguir sexo e amor (vd. supra resposta a Branca de Neve).
Para quebrar o aparente consenso feminino, surgiu a Pandora, como uma lufada de ar fresco. Quanto à exclusão de responsabilidade (inválida por sinal… professional joke!), e consequente imputação ao carteiro, aprazo-mo constatar que não há razões para alarme. Cara Pandora, penso que devemos ter visto episódios diferentes. Eu falei em erotismo e não em pornografia!
A sua visão sobre sexo vs amor é bastante interessante e simples, o que compreendo perfeitamente, dado que gosta de coisas simples. Acho que o que já escrevi sobre o tema permite facilmente ver quais o quanto estamos perto e distantes de um consenso. No entanto, discordo frontalmente do facto de o sexo não dar dor de cabeça. Ora isso depende da posição (para quem tiver medo de dores de cabeça, desaconselho vivamente a posição “trapézio” do kamasutra!).
A sua curiosa passagem “Pois, duvido da sua existência(pelo menos da forma como o entendo), aliás nunca o conheci nem tão pouco o procuro” faz-me lembrar um pequeno refrão de uma música, com que encerro este comentário, em jeito de metáfora e provocação: “This is not about love, ‘cause i’m not in love, in fact i can stop falling on”.
De Pandora a 17 de Junho de 2005 às 20:13
Uma vez que foi dada uma total liberdade de expressão aos leitores é com todo o prazer que vou fazer uso da mesma. No entanto, receio chocar alguém. Mas isento-me de tal responsabilidade e ofereço-a ao carteiro. Já que foi pedida a opinião das leitoras, vou expor a minha e longe de querer fazer da minha opinião uma doutrina, friso, desde já, que esta será apenas a minha (deturpada, admito.) visão das coisas. Aliás, tenho a convicção de que tudo depende do ponto de vista. Nesta lógica, admito que para os homens (heterossexuais) deve ser extremamente excitante assistir a uma cena de sexo entre duas mulheres. Por outro lado, acredito que para as mulheres (heterossexuais), a mesma cena não despertará qualquer interesse sexual. Com isto quero dizer que tal cena da serie ( que por acaso vi) ficou longe de despertar em mim qualquer interesse nem vi nela sombra de erotismo, mas como disse tudo depende do ponto de vista. Concordo com o carteiro quando diz que esteticamente as mulheres são mais bonitas. Discordo em termos de sedução. Pois, apesar de achar as mulheres muito mais bonitas, um homem exerce sobre mim um maior poder de sedução. Quanto a mim, a beleza feminina, apesar de mais sublime é igualmente mais efémera. Concordo com a helena quanto à necessidade de destrinça entre amor e sexo. Embora, ilustro tal diferença de outra forma: Enquanto que o amor dá-nos dores de cabeça, o sexo alivia-as! :)Ao contrário da Branca de Neve, prefiro o sexo ao amor. Pois, duvido da sua existência(pelo menos da forma como o entendo), aliás nunca o conheci nem tão pouco o procuro. Pelo contrário,quanto ao sexo sei que existe efectivamente e é uma fonte inesgotável de prazer! Confesso que me sinto incapaz de ter uma relação com uma mulher. Primeiro porque segundo o Espartano uma relação entre mulheres é muito mais romântica e menos carnal” e eu prefiro as relações carnais. E segundo porque as mulheres são, realmente, muito complicadas (confesso que ás vezes nem eu própria me compreendo). Basta pensarmos na sua capacidade fenomenal para "fazerem tempestades em copos de água" e na famosa TPM para termos a certeza disto. Decididamente, prefiro os homens, pois as mulheres são seres muito complexos e eu tenho uma especial predilecção pelas coisas simples... P.S.: Peço desculpa pela extensão do comentário, mas comecei a escrever e foi-me dificil parar. Espero não ter fugido muito do assunto da “carta”.
De ocarteiro a 17 de Junho de 2005 às 02:27
Caros comentadores, fico agradavelmente surpreendido pelo facto do meu postal ter suscitado tão curiosas cartas precatórias! As minhas expectativas confirmaram-se, mesmo perante a minha advertência de não pretender trazer “à baila” a discussão física, metafísica e mesmo extra-terrestre da homossexualidade (a metáfora não é minha). Prometo voltar a este tema noutro postal (o voltar é figurativo, senão já estava a entrar em contradição, embora isso ainda não seja crime!). Vou tentar comentar os comentários!
Caro Muriel, tenho que confessar que fico no limbo da ironia com tão significativo elogio, mas, a meu ver, injustificado. É caso para dizer: já me chamaram muitas coisas, mas filósofo é a primeira vez! No entanto, não é só por mero exercício de realismo que julgo ser injustificado. Tendo em conta a filologia da palavra filosofia, tenho de me confessar bastante distante do conceito de “amante do conhecimento”. Na verdade, cedo me distanciei das correntes filosóficas embrenhadas no conhecimento e na resposta a perguntas fenomenológicas do género das enunciadas, em repostas absolutas ou imperativos categóricos. Doutrinas e ideologias podem ser bons pontos de partida mas, na minha humilde existência, não servem como pontos de chegada. Até o meu existencialismo, fruto imaculado de uma especial admiração pela obra artística e filosófica de Sartre, é sempre servido com uma boa dose de temperos exóticos, (e no caso específico do Sartre, com um consciente distanciamento entre a obra e o homem). Aliás isto leva-me a referir que o meu existencialismo resulta mais da percepção do carácter artístico da vida humana do que propriamente do carácter racional. A criação artística, num sentido lato e a exigir uma consulta ao dicionário com a chancela vigorosa do carteiro, é talvez o centro de toda a minha especulação neurológica (para já não dizer pseudo-intelectual ou mesmo pró-neurótica). Mas isto, afinal, é o que eu tenho vindo a fazer na metáfora do carteiro.
Caro Espartano, isso são boas notícias. Acho que legitimamente podemos reclamar o estatuto de minoria, com direito a quota no Parlamento, mas sem abdicar de reformas vitalícias, do Falconn do Presidente, das viagens em executiva (com direito a acompanhante a condizer) e do jornal a Bola nas bancadas de S. Bento, para disfarçar o menu do Apito Dourado, e claro, sem prescindir e por mera cautela de patrocínio, bolas de berlim. Mesmo acreditando que temos pouco em comum, acho que estarás disposto a incluir estes pontos na agenda política do nosso movimento. Afinal este país está urgentemente a precisar de novos ídolos políticos, para que se continuem a fazer bonitos funerais politicamente correctos (não, não fui ao funeral, más línguas!!).
Caras Helena e Branca de Neve, vocês não estão esquecidas. Prometo responder em breve. Não é nenhuma atitude de machismo, pelo contrário, funciona aqui o critério cronológico, que espero que ninguém se lembre de acusar de inconstitucional! Baci alle ragazze, abracci ai ragazzi!!
De Branca de Neve a 16 de Junho de 2005 às 18:54
Finalmente alguém que está de acordo comigo em relação a certos aspectos dos homens!!! Vá, critiquem-me outra vez, mas por aquilo que poderam ver, não sou a única a pensar aquilo, e sublinhe-se que não sou das raparigas mais conservadoras e afins...como algumas pessoas pensam. Reflictam sobre o que nós (meninas, raparigas, mulheres) dissemos e pensem se não é de certa forma verdade. Perguntam-me se sexo é bom?! Sim é! Mas amor é muito melhor, e quem não concordar com isto, é porque não sabe sobre o que estou a falar!
Bjitos.
De Helena a 16 de Junho de 2005 às 17:38
Confesso que esse tal "famoso lugar comum das fantasias sexuais dos homens heterossexuais" já há muito que me intriga e ainda não o consegui perceber muito bem. Ora vejamos, por definição uma lésbica é uma mulher que gosta de mulheres, certo? Então, o que é que leva os homens a pensar que sendo lésbicas querem ir para cama com eles? Será que é o desejo de as tentar converter à heterossexualidade? No entanto, este post fez-me perceber um pouco melhor tal fantasia. Pois,admitindo que a beleza de um homem fica muito aquém da de uma mulher, e se a beleza aumenta a sedução, admito que beleza a dobrar deve ser deveras excitante! (todavia,creio que os homens deviam penar um pouco mais na amáxima: "quantidade não significa necessariamente qualidade"). Quanto à ideia de ver sexo entre homens ou sexo entre mulheres a segunda incomoda-me menos. Talvéz por ser, como disse o Espartano, "é uma relação muito mais romântica e menos carnal"... Dada a falta romantismo dos homens e a sua incapacidade inata em distinguir entre sexo e amor... acho que qualquer dia vão-me ouvir dizer também:“I’m a lesbian too”!

De Espartano a 15 de Junho de 2005 às 15:35
Fuck you too carteiro !!!
Parabéns sou um "cristão-novo" à metáfora carteiro, graças a uma indefectível.
Gosto, não o poderia dizer melhor.
Creio que não devemos ter muito em comum, não sou nada apologista de escrever mas esta postada não poderia passar incólume ao meu "veneno". Finalmente alguém que se junta a mim como lésbico, já estava ficar preocupado. Já somos cinco em Portugal!!! Quanto aos "Sete palmos de Terra" já me deixei disso há algum tempo, mas por razões de incompatibilidades de agenda. A minha homofobia também ajudou um pouco. Acho que de certa maneira é uma resposta À bRANCA DE nEVE, o tornar-se lésbica... Afinal é uma relação muito mais romântica e menos carnal. Até uma próxima. UM ABRAÇO

P.S. Que é um cumprimento aceitável entre dois homens.

P.S.II Realmente acho que o meu comentário está um pouco deslocado. Afinal existe uma completa incongruência no comentário de Muriel (será bicho homem ou bicho mulher) então cita Plutarco um Clássico e depois diz-se "mediocre"???
De Muriel a 15 de Junho de 2005 às 00:09

Antes de mais e com vista a evitar qualquer desilusão informo, desde já, que não vou falar de homossexualidade.

“O homem vive no mundo e pergunta pelo sentido da sua existência. É uma velha pergunta da humanidade que não pode ser reduzida ao silêncio. Vivemos e trabalhamos, suportamos encargos e cuidados, sofremos e alegramo-nos, exprimentamos êxitos e fracassos, fazemos esforços e renuncias, vamos envelhecendo e sabemos que no termo está a morte(...) Para quê tudo isto? Vale a pena viver? Qual o sentido do nosso existir?” – E. Goreth, "O que é o homem?"

Lamento, mas não resisti a fazer esta citação, tal audácia justifica-se pelo facto de a mesma ilustrar, de forma simples mas sábia, uma das minhas maiores inquietações ( e talvéz a de toda a humanidade)... Porque existimos? Porque morremos? O mistério da morte impiedosamente nos apavora e com a mesma intensidade nos fascina... A única verdade que nos é dada a conhecer é que existimos e que perecemos. Porque nos vedaram os deuses o conhecimento absoluto de tal verdade? Será que temem que ao conhecê-la nos tornemos divinos também? Tal como dizia Plutarco: "desejar a verdade é aspirar à divindade”. Todavia, tal receio divino pode esgotar-se numa razão mais nobre: o amor aos seres humanos e esta ser uma forma de evitar o nosso sofrimento. Ora, o conhecimento é a raíz de todos os males, o assassino da inocência. È a velha setença: “Quem aumenta o conhecimento, aumenta o sofrimento”...

Termino esta medíocre intervenção, confessando-lhe, e sem medo de cair num exagero ridículo, que o considero um filósofo. Assim e em jeito de desafio, proponho-lhe que use um pouco do seu génio e discorra sobre este tema

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