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Segunda-feira, 20 de Junho de 2005

From sunset to sunrise

bssmall.jpg


 


Com este tema regresso a uma linha mais espiritual na correspondência da metáfora do carteiro. Espero que sem consequências na audiência! Senão no próximo ver-me-ei condenado a falar da quinta das celebridades, do filho do Carrilho e da Bárbara, ou ainda pior, do Benfica (sempre são seis milhões de… deixo o resto à vossa imaginação!!).


Desvendando o enigma. Dois filmes: “Before sunrise” and “Before sunset”, vistos exactamente pela inversa ordem. Mas esta é a ordem natural dos dois filmes. E contra isso não há nada a fazer. Ao contrário do que normalmente acontece nas sequelas, devo dizer que gostei mais do segundo filme (Before sunset). Aliás, foi uma entrada directa para o meu top ten, como se fosse um disco pimba!


Já me apercebi que maior parte das pessoas que conheço não concordam comigo, considerando-o mesmo aborrecido, etc. Vá-se lá saber porque, já é quase um lugar comum. “Tens gostos esquisitos”! (na minha cabeça, recordo o significado da palavra para nuestros hermanos e fico logo melhor!!).


Ressalvando qualquer fenómeno de projecção de experiências pessoais que me tolde a objectividade, acho não exagerar quando afirmo que o filme é sublime (mas claro, não suficiente para ser o filme da minha vida, como sabem). Algumas pessoas quando souberam que tinha visto o 2º filme antes o primeiro comentaram que tinha feito mal, que o primeiro é melhor, que explicava o segundo, e que assim tinha perdido o encadeamento da história. Discordo em absoluto. O universalismo de “before sunset” não precisa de qualquer encadeamento, é uma reflexão extremamente honesta de algo tão simples e tão complicado como existir.


Comentava com uma amiga este filme, e ela dizia, que as personagens tinham tido sorte, tinham tido uma segunda oportunidade e um final feliz. Como lhe disse, a sorte também pode ser amarga, pois é no final que começa a verdadeira mutilação do existir. A sorte só mesmo na insustentável leveza do tempo!


Revejo-me no lugar das personagens e tal como elas não sei o que fazer. Será um lugar comum afirmar que no existir, não há lugar para certo ou errado?


O que mais me impressionou no filme foi esse lugar comum das coisas simples. As personagens têm vida, transcendem os diálogos e transparecem nas imagens. E tudo se resume a algo aparentemente tão banal: conversar. É tão difícil conversar nos dias que correm, é tão difícil escutar o que alguém diz, sem ser um pretexto para falar...


Nunca me vi como um místico ou coisa que se pareça, mas acredito que a nossa essência está na “universal unidade” como o elo que nos liga como linguagem da arte e como linguagem do amor.


Por oposição ao eventual lirismo que alguns encontrem na frase anterior, devo dizer também que ele retracta  uma “inquestionável verdade” (!!), o amor é o mais egoístico dos sentimentos porque é através dele que nos realizamos. Seria fácil de concluir que o “castigo” do segundo filme seria a justa retribuição pela ousadia das personagens ao terem tentado fugir aos “lugares comuns”. Mas “from sunset to sunrise”, é curioso verificar que o ciclo inverte-se e o círculo perpetua-se.


 


Referência musical: “From dawn to dusk, from daylight to starlight”, não podia ser mais apropriado a este postal. É um enigma fácil de descobrir. Uma sinfonia para a vida, uma banda sonora para a arte de existir

publicado por O Carteiro às 19:45
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