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Sábado, 3 de Dezembro de 2005

Les poupées russes

bonecasrussas_f.jpg


 


 


Hoje no correio, uma boa nova! Estão recordados de “Residência Espanhola”? Pois bem, o filme tem uma continuação. Se não estou em erro (e é sempre uma possibilidade…), o filme foi apresentado na “6ª Festa do cinema francês” e ainda está em exibição em algumas salas de cinema.


 


Quando soube esta notícia, fiquei provavelmente com um sorriso idiota. Mas estava longe de imaginar que este filme fosse responsável por um sorriso tão especial como aquele que está agora estampado no meu rosto ao recordar o filme e como uma série de coincidências em torno deste filme acabaram por mudar o curso da minha vida…


 


Tanto a “Residência espanhola” como “As bonecas russas” não são, nem penso que pretendam ser, obras de arte (sim senhores ilustres críticos de cinema, "nós”, os iletrados cinéfilos, que gostamos do filme, ao contrário do que transparece das Vossas Mui doutas críticas, temos alguns neurónios que nos permitem pensar, ou seja, dito de outra forma mais objectiva, estamos a cagar para a Vossa pseudo cartilha da arte cinematográfica!!). No entanto, são filmes “inteligentes” sobre uma experiência que, felizmente, muitas pessoas já tiveram oportunidade de participar e que consiste no intercâmbio internacional de estudantes (no caso Erasmus, mas o princípio aplica-se a outros programas) – tenho quase a certeza que os pseudo-críticos que escreveram sobre estes filmes não se incluem neste grupo.


 


É que os filmes não são uma mera comédia divertida sobre a vida de um estudante que participa no Erasmus. Quem fez Erasmus, sabe que existe uma trágico-comédia nas entrelinhas dos argumentos dos filmes (não posso ter a arrogância de dizer todas, por impossibilidade factual de falar por “todos”, mas posso dizer que é a opinião consensual das pessoas que conheço que fizeram Erasmus e viram os filme).


É engraçado reparar como as pessoas procuram fugir “como o diabo da cruz” dos clichés, dos lugares comuns e dos estereótipos. Para mim, é tudo uma perda de tempo, os clichés, os lugares comuns e os estereótipos existem porque acontecem, porque fazem parte da realidade, porque o que nos distingue não afasta o que é comum a todos nós.


 


O que há de fantástico no Erasmus é a comunhão na partilha da experiência que consiste num corte radical da nossa vida. É muito fácil darmos por garantido aquilo que nos rodeia, especialmente numa época em que tudo parece formatado, desde o “berço até à sepultura”. Ainda hoje olho para a experiência do Erasmus como uma alegoria da vida dentro da própria vida, em que definimos um princípio e um fim. Um nascimento e uma morte com datas marcadas. Um exercício de liberdade, em que nós somos o limite, aliás, como somos sempre.


 


O pós erasmus é como uma mudança de paladar, as coisas deixam de ter o mesmo sabor, o regresso é parte do fim e do início da experiência, em que somos algo que fomos sempre mas também somos algo mais. Esse algo mais é um pedaço de auto-conhecimento, uma nova imagem no espelho, tão natural como redescobrir o prazer de respirar. Infelizmente, quando regressamos descobrimos o “preço” da “maça do conhecimento”, traduzido na incompreensão daqueles que nos conheceram desde de sempre.


 


Bem, sei que talvez me tenha desviado da ideia original de fazer um comentário sobre o filme, mas pensando bem, isto também faz parte da minha “visão” das “Bonecas russas”.


 


P.S. - All we need is love…


 


 

publicado por O Carteiro às 19:18
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7 comentários:
De Kunoichi a 12 de Junho de 2006 às 10:05
Exactamente o que senti com o filme, só quem lá esteve se consegue identificar com aquelas situações tão básicas mas tão cheias de significados.... especialmente quando lhes conseguimos atribuir outras caras e nomes... os da nossa realidade.
Quanto ao regresso...mais uma vez...acertaste na mouche... trata-se de um periodo da nossa vida que não conseguimos repassar para quem ficou... para quem pensa que foi só uma estadia no estrangeiro a estudar e a curtir.... só quem lá esteve percebe tudo o mais que essa estadia significou....
De uma ana + antiga :) a 7 de Dezembro de 2005 às 23:03
eu sei.
tens razao.
:)
baci.
De ocarteiro a 7 de Dezembro de 2005 às 10:08
Fico contente por ver que o meu blog retomou à vida e com comentários! Estou um bocado confusso relativamente aos dois primeiros comentários, iguais por sinal, embora tenha de confessar que desconheço a letra da canção dos Beatles que eu próprio citei (na verdade, nem sequer gosto dos Beatles). Mas, como já disse noutras passagens, a metáfora do carteiro pretende ser um espaço de liberdade de expressão (dentro dos limites da CRP, claro!!).
Quanto aos outros dois comentários, compreendo as palavras, mas tenho que dizer que o egocentrismo da sua autora é o único responsável pelo masoquismo!
Baci para a "Ana" e para a "Ana+antiga"
De uma ana + antiga :) a 6 de Dezembro de 2005 às 19:40
já agora, perdoa-me o egocentrismo mas tb me revi aqui:
"Ali estará o moinho,
Parado pelo tempo,
Em amarras de musgo,
De silvado e espinhos.
E junto à sua tortura,
Estará também o rio,
Que já não consigo ver,
Moendo as pedras
Polidas pelo tempo."
... e torturei um bocadinho mais...
estou a fazer um esforço para abandonar o masoquismo... :)
lá chegarei.
De uma ana + antiga :) a 6 de Dezembro de 2005 às 19:12
Incrivelmente, e contra mim falando :), devo confessar que me revejo inteiramente na tua descrição.
"Infelizmente, quando regressamos descobrimos o “preço” da “maça do conhecimento”, traduzido na incompreensão daqueles que nos conheceram desde de sempre." - esta parte é dificil de entender a quem fica , até se passar para o lado de lá.
É estranho deixar de fazer parte de uma vida que insiste em nao deixar a nossa.... por muito que essa fosse a vontade do protagonista :)
espero ansiosamente pelo dia em que deixará...e que no entretanto te reencontres as vezes necessárias... :)




De ana a 6 de Dezembro de 2005 às 11:14
...and I need your love...
De ana a 6 de Dezembro de 2005 às 11:13
...and I need your love...

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