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Terça-feira, 7 de Março de 2006

Walk the line

thefinger.jpg


“I have been ungrateful


And I have been unwise


Restless from the cradle


But now I realize


It's so hard to see the rainbow


Through glasses dark as these


Maybe I'll be able


From down on my knees


Oh I am weak Oh I know I am vain


Take this weight from me


Let my spirit be unchained”


 


É ao som de Johnny Cash que escrevo estas linhas. O álbum chama-se “Unchained” e, como todos álbuns dele, é uma colecção de pérolas. Bem sei que corro o risco de ser confundido com o movimento “hype” que está a ser gerado pelo filme, cujo título antecede estas linhas, mas “who cares? I don’t give a shit!”


 


Começo por dizer que, caso não saibam (eu sei que deve ser um choque para muitos!!), sou um grande fã do Johnny Cash como músico e como personagem desse país cheio de contradições que é os EUA. Comecei a ouvir a sua música graças a um excelente programa de rádio, entretanto desaparecido, que passava na Antena 3, aos domingos de manhã (11:00 – 13:00), chamado “De costa à costa”, apresentado pelo Pedro Costa. O som de um comboio iniciava o inconfundível separador. (aproveito para fazer um parêntesis – como já devem ter reparado, para lembrar com nostalgia os tempos em que ouvia esse programa e outros da Antena 3. Deixo aqui a minha humilde homenagem aos profissionais dessa rádio, verdadeiros intérpretes do serviço público de rádio – sem quotas, entenda-se, e que sem dúvida são em grande parte responsáveis pelo meu gosto musical e, diga-se também, do aguçamento da minha crítica musical. Em particular, para além do programa já referido, nomeio alguns – e os respectivos profissionais: o “Drive-in” do Álvaro Costa – sem dúvida o “mestre” dos “mestres”, ainda por cima, do FCP!!!; o “Indigente” do Nuno Calado, - as famosas transições das 23:00, o “Hipertensão” do António Freitas, embora de forma mais ténue, por óbvias razões!).


 


Regressando a “Walk the line”. Confesso que superou as minhas expectativas, já de si optimistas (o que é de estranhar). Quer dizer, estava um pouco receoso quanto à parte musical do filme, pelo facto de as músicas serem interpretadas pelos próprios actores. Mas tenho de dar várias salvas de palmas virtuais ao seu desempenho, não só a este nível, mas em relação a toda a representação. Eu nem tinha boas vibrações em relação ao Joaquin Phoenix, o único papel de que me lembro é de um filme que nem sequer consegui ver! (o gladiador... palavras para quê.. penso que desenvolvi um natural asco aos épicos.. bem, só de dizer esta palavra sinto o gorgolejar do vómito tocar o limiar da liberdade - pois lembro-me logo do “braveheart” e de um meus ódios cinematográficos de estimação, o mell gibson... sim, eu sei, tenho mau feitio). Ainda não vi o “Capote”, mas pela apresentação sou capaz de compreender Oscar. Caso contrário, acho que iria ter de elaborar mais uma venenosa teoria da conspiração contra “o inimigo”. O filme não é um mero documentário sobre o Johnny Cash. É uma história sobre emoções e sobre aquilo alguns dos mais profundos sentimentos humanos: o amor. o ódio, a liberdade, a culpa. Tudo isto num filme “que por acaso” é sobre a vida do Johnny Cash, um cantor com uma voz única e com um percurso de vida feito da luta constante consigo e com o mundo. - “Seems you are going to a funeral”. - “Maybe i am”.


 


Ainda no que diz respeito a filmes, e em relação a “brokeback montain” tenho de dizer que não percebo a excitação provocada pelo filme, nem as críticas das pessoas em relação à preterição do filme face ao “Crash”. Não vi o “Crash”, mas vi o “brokeback montain” e penso que uma verdadeira injustiça seria ganhar o Oscar para melhor filme. Mais uma vez, penso que não se deve confundir “depoimentos políticos” com arte. Quer dizer, não digo que isso não seja possível (lembro-me, por exemplo do Elephant, excelente filme), mas, na minha opinião (claro!) o primeiro é insuficiente para merecer o meu aplauso (redundância!). Na verdade, o filme espremido praticamente resume-se a uma “história choque” (bem ao gosto das revistas cor de rosa... no sentido normal da metáfora!) sobre a homossexualidade, ainda por si no território da América conservadora (uuuu, que radical). Se fosse uma história de um casal heterossexual, seria mais um filme de domingo à tarde. Sinceramente, este tipo de “golpes artísticos” é meio caminho andado para conquistar a minha antipatia (sim, não tenciono perder o meu tempo com “munique”). Acho que é mais um reflexo da mentalidade “politicamente correcta” que tende a imperar nos nossos dias. E para não falar da “representação” do actor principal. Bem, se ele ganhasse o Oscar, isso sim, seria um escândalo, um fenómeno de discriminação sexual invertido. Isto é, ganharia o prémio pelo papel e não pelo mérito da representação (a este propósito, desafio a fazerem uma comparação com o papel do joaquin Phoenix no “walk the line”).


 


E pronto, estou satisfeito. Já disse mal de uns quantos! Fico sempre mais animado!


 


 

publicado por O Carteiro às 15:25
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