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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

“Quem foi ao mar, perdeu o lugar”

No rescaldo do jogo Portugal – Angola, e dada a exaltação do espírito português, hoje escrevo sobre algumas coisas singulares desse espírito.


Na verdade, muitas vezes se ouve alguém imputar os males deste país ao espírito e ao povo. “O mal de Portugal são os portugueses”. Diga-se de passagem que uma boa parte dessa afirmação é verdadeira.


Há coisas incompreensíveis e, que na minha opinião, minam qualquer objectivo de aproximação às famosas médias europeias de desenvolvimento.


Estando a escrever num comboio, não posso deixar de falar de uma das mais fascinantes, que consiste na aversão dos portugueses aos “lugares marcados”. Não têm conta o número de vezes que assisti a confusões porque alguém apenas abordou outro alguém de que este estava no seu lugar! Enganos há em toda parte, mas o que há de singular nos portugueses, é o que se passa a seguir a esta interpelação. É que o interpelado, não só não reconhece o seu erro, como acredita estar a ser vítima de uma “cabala”: “Mas não há aí tantos lugares vazios? È preciso incomodar uma pessoa? “$%&%#$&5, isto há pessoas sem cultura nenhuma!” … e por aí fora. Até que a pessoa interpelante desespera, sendo certo que apenas pretendia sentar-se no sítio marcado no seu bilhete. Felizmente, nunca assisti à transformação destas discussões surreais em cenas de pancadaria, mas pouco faltou.


Na minha opinião, isto é um bom exemplo do espírito português, não gostamos de coisas simples, organizadas e racionais. Não, em Portugal gostamos da velha sabedoria popular, e no que diz respeito à escolha do lugar para sentar, ainda vale o velho adágio popular: “Quem foi ao mar, perdeu o lugar”

publicado por O Carteiro às 13:25
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5 comentários:
De sininho a 14 de Junho de 2006 às 13:28
Querido carteiro tenho cá para mim que os italianos não gostam de viajantes portugueses nos seus comboios.... uhmmm
Pequena Sãozinha aposto que se eu fosse contigo num desses comboios (ou noutro qualquer, ou até de carro!) deveria haver uma p*** de uma velha para nos desancar fosse lá porque motivo fosse!!!!
De Sozinha a 14 de Junho de 2006 às 10:54
Pelo menos vocês os dois não tiveram de viajar cinco anos nos Interregionais Lisboa-Porto, onde as pessoas cortam as unhas dos pés à vossa frente, enquanto vos oferecem sandes de presunto e vos chamam nomes por estarem a fumar nos locais reservados...a fumadores!
De ocarteiro a 13 de Junho de 2006 às 23:32
LOL!! Deliciosa história (ainda não conhecia!). Mas confesso que também tive uma história engraçada com comboios em itália e que me fez perceber o quando o alemão soa assustador. Estava eu em roma para apanhar um comboio para siena mas que terminava a sua viagem em viena e face à ausência de informação no bilhete, decidi sentar-me num daqueles camarotes muito confortáveis, pensando que isto sim, era serviço de qualidade. Claro que também não demorou muito até chegar um "pica" austríaco (sim, austríaco, imaginem a minha preplexidade, eu que mal sabia falar italiano), que não hesistou nem um segundo para começar aos berros comigo e nem as minhas tentaitvas muitlingues para dizer que não percebia pativana de alemão o pararam. Depois lá apareceu um outro tipo a arranhar inglês que me indicou a "carruagem" (à escolha) para me sentar.. e claro, acabei por ser remetido a umas carruagem parecidas com as dos nossos regionais e tive de escolher um lugar no "desenrascanço"!! Realmente, o espírito latino tem destas coisas. Para já não falar, das vezes em que andei de comboio em itália em que o único lugar que encontrei para me sentar foi mesmo o corredor! Ah, bella italia!!
De sininho a 13 de Junho de 2006 às 18:54
Querido carteiro, quanto ao tema em questão permite-me partilhar uma pequena história pessoal com alguns dos teus leitores (porque tu - e também alguns leitores - já a conheces).Em Dez. de 2006 entrei num comboio em Milão com destino a Veneza. Reparei que todas as pessoas olhavam para o respectivo bilhete e se sentavam rigorosamente no lugar nele indicado.Depois de tentar, em vão, encontrar alguma informação no meu bilhete relativa ao lugar que me pertencia optei por, à boa maneira portuguesa, sentar-me onde houvesse um lugarzinho vazio. Pois é... não tardou que um simpático casal de velhinhos italianos me expulsassem do lugar que afinal lhes pertencia!!!Azar dos azares, não estava apenas no lugar errado... o próprio comboio era errado. A verdade é que eu tinha razão numa coisa: o bilhete não tinha informação quanto ao lugar! Seria um comboio português?
De Sozinha a 12 de Junho de 2006 às 15:31
É a isso que eu chamo "espalhar o caos". Toda a gente adora espalhar o caos, seja nos lugares do cinema, comboios e tudo aquilo que implique uma regra ou uma ordem. E depois o desgraçado que tenta manter a harmonia é olhado de lado com profundo desprezo. Irra!

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