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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

E agora, um pouco de literatura,

Hoje, dia de Santo António, logo dia de feriado na capital, é também dia de aniversário do nascimento de uma das figuras mais importantes da literatura portuguesa (não, não é o meu aniversário!): Fernando Pessoa. É quase um lugar comum elogiar a sua escrita, e por vezes isso acontece mesmo sem que as pessoas sequer tenham lido qualquer coisa escrita por ele. Por isso, não vou fazer nenhum memorando sobre os atributos da sua escrita, apenas queria recomendar aos meus leitores “O livro do desassossego”, um dos livros do meu top5. Penso que a sua leitura devia ser obrigatória para todos os seres humanos!


 


“Tantas vezes, tantas, como agora, me tem pesado sentir que sinto – sentir como angústia só por sentir, a inquietação de estar aqui, a saudade de outra coisa que se não conheceu, o poente de todas as emoções, amarelecer-me esbatido para tristeza cinzenta na minha consciência externa de mim”.


 


Dando conta de outras leituras, devo referir que acabei de ler “As pastagens do céu”, do John Steinbeck, um dos meus escritores preferidos (As vinhas da Ira também estão no meu top 5). Este é um dos primeiros livros escritos por ele e acaba por ser um livro de contos, de pequenas histórias sobre os habitantes de “Las pasturas del cielo”. Um exercício incisivo sobre os conflitos da existência humana, das suas torturas e dores. Mas escrito com a mestria e simplicidade inigualáveis de Steinbeck.


 


“Helen – disse enfurecido -, todos os homens desejam bater numa mulher, numa ou noutra ocasião. Acho que sou um homem calmo mas, nesta altura, sinto-me capaz de a esbofetear.”


 


Hoje, um dia dedicado a “pastar”, depois de uma noite bem passada nos santos, com direito a sardinhas e pimentos e muita música pimba (e muita cerveja, claro… boémia..claro), comecei a ler um livro que me suscita alguma expectativa: “Como a água que corre”, da Marguerite Yourcenar”. Ainda não li nada desta escritora, mas o facto de ter sido a primeira mulher eleita para a Academia Francesa (numa altura em que tinha nacionalidade americana), sem dúvida que deixa uma certa “água na boca”!


 


“Anna tinha horror ao Mal, mas, às vezes, no seu pequeno oratório, diante da imagem de Madalena desfalecida aos pés de Cristo, pensava que devia ser bem doce apertar nos braços aquilo que se ama, e que a santa por certo arderia no desejo de que Jesus a erguesse.”  

publicado por O Carteiro às 00:21
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4 comentários:
De ocarteiro a 16 de Junho de 2006 às 00:39
Querida Lena, serviço público gratuito ao seu dispor!
De lena a 15 de Junho de 2006 às 20:06
Espero que a comentadora pitxuca e, já agora, o próprio carteiro, não levem a mal que eu me inspire no comentário anterior e que enriqueça o meu próprio diário de bordo com o poema que aqui deixou. Afinal, Eugénio de Andrade é um dos meus favoritos.
De pitxuca a 14 de Junho de 2006 às 15:02
Relembro também esta data como a do desaparecimento de outro grande poeta português, Eugénio de Andrade. Aqui deixo um dos seus poemas, vale sempre a pena relê-lo:

"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."
De lena a 14 de Junho de 2006 às 09:26
Olha, eu estou a ler a "Expiação", do Ian McEwan.
E está a revelar-se, desde a primeira página, um livro fantástico.

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