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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

1:56:50

 

Poderia bem ser uma mensagem cifrada com a resposta para a “pergunta universal” (sempre seria mais elaborada do que “42”), mas, caros leitores, é com muito orgulho em mim próprio (!), que posso dizer que se trata do meu registo “cronométrico” na meta da meia-maratona de Portugal, a qual decorreu no passado domingo.
Contra todas as expectativas (minhas), corri sem parar os 21km que tinha definido como desafio pessoal este ano (sim, a minha “check-list” de resoluções de ano novo começa a ficar mais composta!). E deixem que vos diga que correr 21km é bem diferente (ah Lili Caneças, como te compreendo do ponto de vista meta-epistemológico) de correr 10km (a maior distância que tinha feito até ao fim-de-semana passado).
Ainda na manhã desse domingo, tinha pensado que não estava preparado para correr essa distância, estava com dores nos músculos das pernas, resultantes, em parte, da mini-maratona do Porto, que tinha corrido no fim-de-semana passado…. Sim, e tinham sido apenas 6km, que me deixaram de rastos (e aos meus companheiros “rambos”, Kiko e André… por inversa ordem de “rambice”), como iria sobreviver a 21km?
Mas, uma vez em cima da ponte Vasco da Gama, uma ideia simples mudou tudo: “este é o meu desafio” Nada mais poderoso que um desafio colocado a nós próprios. Na verdade, na minha perspectiva antropológica, acho que tendemos a pensar a vida como um “bem infinito” e fugimos à evidência de que viver é apenas presente. Quantas mais hipóteses terei de correr uma meia-maratona e de concretizar um “desafio pessoal”? A resposta para mim foi clara: “Não sei, mas tenho "nas minhas pernas" a decisão de aproveitar uma”.
E assim foi. Inspirado pela visão viril e selvagem do Tejo (a adjectivação não ficaria completa com “ventosa”, o que, no conjunto, encerra algumas figuras de estilo de fino recorte), especialmente enquadrada na ponte Vasco da Gama, e na companhia do meu fiel “leitor de MP3” (.. que não é um ipod…), iniciei a minha gesta histórica ao comando das minhas duas pernas! Sem dramatismos, posso dizer que é uma batalha dura e desgastante, quer contra o cansaço físico, quer contra a “voz da razão” (“mas afinal o que ganhas em correr 21km? Não era melhor ficares na caminha? Pára lá, e vai para casa que correr de manhãzinha não é para ti”). Felizmente, o meu demiurgo criativo interior costuma mandar a minha voz da razão dar umas “grandes voltas ao bilhar grande” (apanhar na bilha também era capaz de ser uma metáfora gira), e só parei mesmo depois de cortar a meta junto ao pavilhão de Portugal (já agora, senhores da organização, evitem colocar portais publicitários que se assemelham a metas antes da verdadeira meta.. nem imaginam os danos psicológicos que se sente quando se desfaz essa miragem!!).
Merecem especial agradecimento todas as bandas que tocaram no meu leitor de mp3, sem vocês não teria conseguido enfrentar o desafio, renovando energias quando elas pareciam não existir. No entanto, não poderia deixar de destacar e agradecer com especial emoção ao Dave Grohl e aos Foo Fighters, cerca do km 14, no início da mais cruel das subidas…  

 

 

E assim termino, esperando que as minhas palavras possam inspirar alguns de vocês a lançarem o mesmo desafio pessoal e, quem sabe, fazerem-me companhia na próxima meia-maratona.
Agora que reparo, 42 é o número de km da maratona… naaaaa
publicado por O Carteiro às 15:46
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5 comentários:
De Sãozinha a 1 de Outubro de 2008 às 00:02
És doente!
De O Carteiro a 1 de Outubro de 2008 às 01:10
Saozinha, vindo de quem vem, só posso tomar isso como um elogio!!
De Laranja a 2 de Outubro de 2008 às 14:54
"visão viril e selvagem do Tejo" , o Sr. Carteiro estava muito inspirado quando escreveu este post!!

De todas as formas, parabéns pelos 21 kms!

Podemos saber se neste momento ainda se consegue mexer ou as dores musculares tomaram conta de si? :p
De O Carteiro a 2 de Outubro de 2008 às 18:04
Mas quer insinuar que eu escrevo posts sem inspiração? Não quero acreditar... Por exemplo, o anterior também é igualmente inspirado, mas, infelizmente, ninguém comentou..
Em todo caso, muito obrigado pelo comentário e pela visita a esta caixa do correio. As pernas estão boas e recomendam-se!! Dia 19 de Outubro, voltam à estrada: Corrida do Tejo!
De Mol a 9 de Outubro de 2008 às 14:53
Estive agora a rever o teu percurso desde 2005. Continuas a escrever como ninguém e, apesar de mais "desabrochado", continuas a pessoa linda dos tempos de Coimbra, na esplanada do Sing Sing (ou era Clube de Rugby? Lembro-me da rua e da situação, já não é mau!). E já cantas!

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