São cartas Senhor, são cartas! Depois de tocar a campainha, algo acontece. Não é o carteiro, mas há uma carta por abrir.

.posts recentes

. Ironia da realidade - Men...

. A ironia da democracia em...

. Não tenho paciência para ...

. Não tenho paciência para ...

. Não paciência para merdas...

. Ñão tenho paciência para ...

. Love in trash can

. End of watch

. O pecado numa dentada de ...

. Hotel Georgian

.arquivos

. Fevereiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Abril 2012

. Outubro 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

.links

Domingo, 30 de Setembro de 2007

De novo, apaixonado por Lisboa (ou, de novo, “up in my tree”)

Das metáforas diz-se que são figuras de estilo, por oposição à linguagem denotativa, como se essa distinção fosse possível. Mas na verdade, toda a linguagem é uma metáfora daquilo que queremos “verdadeiramente dizer”. Por isso,  dizer que estou apaixonado por Lisboa é uma metáfora, mas também é aquilo que verdadeiramente quero dizer, sem figuras de estilo. E diria que dizer isso é até limitativo do que quero dizer, se não fosse isso uma metáfora e, sendo assim, pode querer dizer muito mais, incluindo aquilo que verdadeiramente quero dizer. E é nos limites da epifania que se sente que se está apaixonado pelas coisas menos óbvias, como aconteceu este sábado, em que, atravessando a ponte 25 de Abril sem a sua famosa luz ou calor, de corpo cansado e rabugento, rumo à Costa da Caparica, ao ouvir os versos up here in my tree, yeah/ newspapers matter not to me, yeah/ no more crowbars to my head, yeah/ i'm trading stories with the leaves instead, yeah, senti que estou em casa. É a minha sina estar apaixonado por coisas improváveis. E é bom estar em casa. Especialmente quando se sabe que a nossa casa pode ser qualquer lugar.

 

i remember when, yeah
i swore i knew everything, oh yeah
let's say knowledge is a tree, yeah
it's growing up just like me, yeah

http://www.youtube.com/watch?v=holKdFsu7Vo

 

música: Pearl Jam - Up in my tree
publicado por O Carteiro às 19:34
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Catch 22

Não, este não é o número de um qualquer eléctrico de San Francisco (nem de Lisboa,,, sim, porque Lisboa também têm eléctricos mágicos). Mas é o título do tão aguardado e anunciado postal sobre a minha aventura “on the road” pela Califórnia (com um pequeno desvio pelo Nevada e pelo Arizona).

 

Na verdade, Catch 22 é também o título do livro que enformou o universo literário das milhas percorridas entre oceanos, cidades, vales, montanhas e desertos. Diria mesmo que, na distância reflexiva das experiências vividas, sem auxílio de fotografias (vd. Lost Highway), Catch 22 acaba por ser uma acutilante metáfora figurativa da viagem.

 

“There was only one catch and that was Catch-22, which specified that a concern for one's safety in the face of dangers that were real and immediate was the process of a rational mind. Orr was crazy and could be grounded. All he had to do was ask; and as soon as he did, he would no longer be crazy and would have to fly more missions. Orr would be crazy to fly more missions and sane if he didn't, but if he was sane he had to fly them. If he flew them he was crazy and didn't have to; but if he didn't want to he was sane and had to. Yossarian was moved very deeply by the absolute simplicity of this clause of Catch-22 and let out a respectful whistle.
"That's some catch, that Catch-22," [Yossarian] observed.
"It's the best there is," Doc Daneeka agreed.” – Catch 22, Joseph Heller

 

A variedade de cores e de relevos da viagem pela Califórnia acabou por corresponder à expectativa que tinha formulado no meu imaginário, sendo certo que as expectativas não são verdadeiras expectativas, mas imagens e cenários que os filmes, as séries televisivas, as notícias, as fotografias que vão dando à costa deste lado do Atlântico. A Califórnia, ou pelo menos a minha Califórnia, é assim. Mas claro que as expectativas e imagens adquirem vida quando fazemos parte do cenário, quando nos situamos simultaneamente dos dois lados da objectiva da máquina fotográfica, que, como já referi, é completamente irrelevante, quando o que se procura, ultrapassa o instante do flash.

 

A América também é a minha casa. Esta frase é de difícil explicação, dado que se exprime numa sensação de pertença a algo que não tem representação física. O mais aproximado dessa representação será a imagem, em movimento, ao volante do “meu” Pontiac vermelho, na companhia da minha banda sonora, em que a direcção tomada é apenas um pretexto. Confusos? Felizmente sei que há pessoas que sabem exactamente o que estou a dizer.

 

A Califórnia pode ser descoberta de diversas formas. Mas é um destino em que facilmente deixámos de ser turistas para ser apenas uma pessoa na multidão ou na solidão de uma vasta paisagem abandonada. Nem eu pensava que tal fosse verdadeiramente acontecer, mas a verdade é que a Califórnia acabou por ser o cenário de mais alguns degraus de reflexão sobre o que significa estar vivo. Ou no fundo, o que é a condição humana. E não é coincidência que tenha acabado de resgatar “A condição humana” de André Malraux, para uma releitura sobre uma nova luz, que liricamente posso chamar a luz da Califórnia (sim, é um trocadilho bastante arrojado, mesmo só para especialistas do sector eléctrico...).

 

Devem estar confusos e, nesse caso, fico contente. Viajar é para viver não para recordar. A essa luz, a expressão a “vida é uma viagem”, ganha todo um novo sentido.

 

Viajar sozinho intensifica a absorção da relatividade do tempo e do espaço. A igreja católica considera o relativismo um dos maiores perigos do nosso tempo. De facto, o relativismo é perigoso. Por alguma razão, é uma lei do universo, que no nosso dia-a-dia de banalidades tendemos a ignorar, mais ou menos conscientes do acto de ignorar. E também aqui há uma “catch”: viajar mostra como é relativo o espaço em que estamos, que podemos “ser” em qualquer lugar, embora “ser” no lugar em que estamos, exclui qualquer outro lugar.

 

Adoro Lisboa, sinto que pertenço aqui, mesmo não pertencendo aqui, mesmo podendo estar em qualquer outro lugar. Mas, a “catch” é que também poderia pertencer a San Francisco, à sua 49 mile scenic drive, à golden gate bridge e à pacific avenue. E a razão está longe de ser a familariedade da ponte, dos cacilheiros, das gaivotas, dos eléctricos ou das colinas. De facto, o relativismo é perigoso, tal como viver.

 

E mesmo sem querer, também pertenci:

·      A Los Angeles e ao seu vazio em torno das estrelas e a falta de espaço para viver.

·      A Santa Monica e ao seu famoso pontão.

·      A Santa Barbara e à pureza de uns parabéns cantados em português russo.

·      A Sonoma e aos seus vinhos e às suas saborosas histórias do lado de lá do balcão.

·      A Yosemite e ao seu silêncio meditativo.

·      A Las Vegas e ao “circus circus” dos vícios humanos.

·      A San Diego e à tranquilidade das suas praias (perturbada por inquietas raias!).

·      E, de novo, a Los Angeles, a que pertenci antes de partir, passando pela passadeira vermelha dos sonhos.

 

Terminar um postal, tal como terminar uma viagem, resulta de um golpe num nevoeiro de hesitações de coisas que ficaram por fazer, por dizer e de coisas a que iremos sempre pertencer, mesmo sem pertencer. Assim, nada melhor do que um epílogo em forma de “toast” musical, do melhor “pinot noir”, homenageando as epifanias do caminho percorrido e as do que ainda falta percorrer:

 

“And you can't always get what you want,

Honey, you can't always get what you want.

You can't always get what you want

But if you try sometime, yeah,

You just might find you get what you need!”

 

http://www.youtube.com/watch?v=4FqGz0z4dI0&mode=related&search=

 

 

PS – E falar em brindes é também falar dos amigos com quem gostaria de ter partilhado esta viagem, mas a quem não deixarei de pertencer. Cheers!

publicado por O Carteiro às 00:35
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
|
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Epifanias

Depois de ter descoberto que, desafiando as coincidências, mais alguém foi arrebatado por diversas epifanias enquanto conduzia um vermelho Pontiac grand prix pela highway 1 e outras estradas apaixonantes da Califórnia ao som de ecléticas músicas rock, dou conta da minha epifania matutina ao volante do meu querido vw golf, preto na cor e na alma, from “litle hedge” to“twin towers”, ao som de uma música que pode ser encontrada num dos melhores álbuns de sempre (e também em diversos sites de download no hedge legal..). Acreditem ou não, e desafiando o lugar comum, hoje posso dizer que comecei o dia com uma epifania sorridente. Smiles can be found in strange ways...

 

http://www.youtube.com/watch?v=3lzqdamO510

 

 

publicado por O Carteiro às 10:24
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Domingo, 16 de Setembro de 2007

From sin city Zoltar says...

If you subdue yourself and return to the practice of what is right. If one day you achieve self-control and return to what is right the world will acknowledge you as a person at his best. Being the best must come from yourself. One cannot acquire it from others. Look at nothing which is contrary to what is right, listen to nothing contrary to what is right, speak nothing contrary to what is right, and do nothing contrary to what is right. You will then be a person at his best.
publicado por O Carteiro às 12:26
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Alive and kicking at San Diego

Depois da Sin City, San Diego. O conta-milhas nao para. Mas para aqueles que estavam a espera de um postal sobre a viagem, devo dizer que terao de esperar. O carteiro tem muitas coisas para contar mas para ja o mais importante: I'm having an amazing experience. E mais nao digo!  
publicado por O Carteiro às 02:39
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|
Facebook

José Almeida is a fan of

The Big Church of FireThe Big Church of Fire
Create your Fan Badge

.Fevereiro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.links

.contador

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds