São cartas Senhor, são cartas! Depois de tocar a campainha, algo acontece. Não é o carteiro, mas há uma carta por abrir.

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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

James Joyce está morto!

“Rezamos agora pelo descanso da sua alma. Esperando que estejas bem e não no inferno. Bela mudança de ares. Da frigideira da vida para o fogo do purgatório.” – Ulisses. James Joyce

 

Li a frase do título em qualquer lado por um destes dias e fiquei com a melodia na cabeça. James Joyce está morto! Soa a desabafo metafísico, conspiração filosófica e pseudo-intelectualismo pretensioso. E claro, o encadeamento leva-me até ao meu “Ulisses”, que repousa sereno na minha mesinha de cabeceira há ... quatro anos... e o marcador acusa: página 145. Comprei-o no fulgor ambicioso da “grande literatura”.. conjuntamente com “Em busca do tempo perdido”, do Proust (que, como já dei conta nesta caixa postal, teve mais sorte). Quem conhece o livro (Edição Livros do Brasil) sabe que é um livro que na aparência impressiona, que é capaz de impressionar os transeuntes mais susceptíveis quando, acompanhando o seu dono numa mesa de esplanada, dá descanso ao sabor do café. Mas a verdade é que, a leitura do livro se tem revelado uma luta, em que o empenho não tem sido claramente suficiente. Mas ainda não desisti. Aliás, que me lembre, apenas desisti de ler dois livros:

o     O Manual dos Inquisidores, do António Lobo Antunes, que tentei ler com 13 anos (sim, estranha adolescência) e, que conjuntamente com uma entrevista que vi do autor, me fez desenvolver uma alergia intensa aos seus escritos... felizmente, não sou rancoroso e tive oportunidade de fazer as pazes com o “Toni”, com a leitura do “Segundo Livro de Crónicas”. Recomendo em particular a crónica “Estava-se mesmo a ver”, algumas das páginas mais deliciosas que tive oportunidade de degustar. Talvez um dia destes faça uma nova tentativa com o “Manual dos Inquisidores”...  

o     Magistério e Desgosto, de um “Toni pseudo-intelectual qualquer”, responsável por aprender da pior forma que não se devem comprar livros porque se acha o título interessante.

 

Afinal quem morreu mesmo? Quem?

- “Dick Laurant is dead.”

 http://www.youtube.com/watch?v=SpKmt-R6CM8

música: Wreking Ball - Interpol
publicado por O Carteiro às 00:35
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Numa maré de nostalgia..

Uma interrogação: como é que estes srs. nunca foram convidados para tocarem em Portugal?

http://www.youtube.com/watch?v=SGC3lceVsLo&mode=related&search=

 

Freak

No more maybes
Your baby's got rabies
Sitting on a ball
In the middle of the Andes

Yeah, I'm a freak of nature
Yeah, I'm a freak

If only I could be as cool as you
As cool as you

Body and soul, I'm a freak

Try to be different
Well get a different disease
Seems it's in fashion
To need the coldsore cream

I don't really know
How to put on a 'cool' show
As boring as they come
Just tell me where to go

If only I could be as cool as you

Freak

 

 

publicado por O Carteiro às 23:08
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Domingo, 22 de Julho de 2007

A pedido de "muitas famílias"...

http://www.youtube.com/watch?v=S-tYO_Bz4Xg

 

"Laura"

Laura, can't you give me some time,
I got to give myself one more chance.
To be the man that I know I am.
To be the man that I know I am.
Won't you just tell Cincinnati,
I'm Gonna need your love.
Don't you give me your love?

Don't you give me your,
Come On,
Come On,
Where is your love?
Don't you give me your love,
Don't you give me your,
Come On,
Come On,
Where is your love?
Don't you give me your love?
Don't you give me your.

[Instrumental]

Freeda, cant you spare me a dime?
I got to give myself one more chance.
To ring the band that I know I'm in.
To ring the band that I know I'm in.
Won't you just tell Baby Daddy,
I'm gonna need his love.
Why don't you give me he love?
Why don't you give me he,
Come On,
Come On,
Where is your love?
Don't you give me your love,
Don't you give me your,
Come On,
Come On,
Where is your love?
Don't you give me your love.
Don't you give me your.

This'll be the last time,
I ever do your hair.
One face among the many,
I never thought you cared.
This'll be the last time,
I ever do your hair.
One face among the many,
I never thought you cared

música: laura - scissor sisters
publicado por O Carteiro às 23:20
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Impossível não sentir um arrepio

http://www.youtube.com/watch?v=MzKJBnw5hMc

 

Please die Ana
For as long as you're here we're not
You make the sound of laughter
and sharpened nails seem softer
And I need you now somehow
And I need you now somehow

Open fire on the needs designed
On my knees for you
Open fire on my knees desires
What I need from you

Imagine pageant
In my head the flesh seems thicker
Sandpaper tears corrode the film

And I need you now somehow
And I need you now somehow

Open fire on the needs designed
On my knees for you
Open fire on my knees desires
What I need from you

And you're my obsession
I love you to the bones
And Ana wrecks your life
Like an Anorexia life

Open fire on the needs designed
On my knees for you
Open fire on my knees desires
What I need from you
Open fire on the needs designed
Open fire on my knees desires
On my knees for you

 

música: Ana´s song - Silverchair
publicado por O Carteiro às 14:36
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Os sequestrados de Altona (i.e. todos nós)

Céptico por natureza, com o traço da experiência, há poucas coisas que me surpreendem, nomeadamente no que diz respeito à política e economia do nosso país. Mas há sempre espaço para surpresas, que, no entanto, mais não fazem do que contribuir para o reforço da minha convicção e do meu “engagement” no anarquismo existencialista egocêntrico! Receio ter roçado os limites da genialidade com esta metáfora.

Repugno ideologias em geral, mas em particular, ideologias de direita, e ainda mais especificamente o nazismo (em todas as suas formas, incluindo o judaísmo). Mas para além da repugnação, considero a minha dificuldade de conceber o cultivo dessa ideologia por pessoas originárias de países como.. Portugal. Não me apetece perder tempo a explicar porque, apenas manifesto o meu profundo desrespeito por essas pessoas, a quem desejo o melhor deste Mundo, segundo Sileno, i.e., morte rápida (já que a legalização do aborto não resolve tudo!).

Mas como em tantas outras coisas, o discurso do politicamente correcto, dos “políticos do 25 de Abril”, é conhecido: o nazismo e o fascismo são ideologias inaceitáveis numa sociedade assente no respeito da dignidade da pessoa humana. E existe quase um orgulho de termos sido neutros na Segunda Guerra Mundial, o que tem permitido, entre outras coisas, limpar o vómito da imagem de Salazar. Mas o que a maioria das pessoas não sabe sobre este país é que algumas das pessoas mais influentes são fervorosos partidários do nazismo e que os restantes “poderosos” deste país (mesmo dos partidos ideologicamente antagónicos, incluindo, obviamente, e sem surpresa, o PCP), não só sabem disso, como não perdem uma oportunidade para lhes beijar a mão ... e mais alguma coisa, se for preciso (acrescento maldosamente!).

Sim, os perigosos nazis deste país não são os idiotas do PNR e afins, que libertam as suas frustrações sexuais e intelectuais em manifestações mais ou menos ridículas... e cada vez mais preocupantes. Os perigosos nazis são aqueles que se dão ao luxo de decidir quando podem receber o não menos perigoso primeiro-ministro deste país.

Tudo isto me recorda um episódio curioso, passado em Coimbra, na rua Ferreira Borges, no auge da minha dedicação ao existencialismo “sartriniano”. Encontrei num alfarrabista o livro “Os sequestrados de Altona”, peça de teatro que procurava há algum tempo. Comprei o livro e sorridente caminhei em direcção à rua da Sofia, para um delicioso bolo na pastelaria Sirius. No entanto, comecei a notar que algumas pessoas se detinham a olhar para mim e com um certo olhar de desdém. Vestido de negro, como andava naquela altura, costumava passar despercebido. Foi entanto que reparei no “porquê”: O livro! A capa do livro é vermelha com uma suástica que ocupa quase a totalidade da capa. Guardei o livro, nunca gostei de ser o centro das atenções, mas consciente da ironia da situação, o que eventualmente me fez sorrir.

E a ironia leva-me à parábola, adaptada das sábias palavras do Prof. Costa Andrade e da situação a que ele costumava recorrer para falar da “labeling aprouch” e da evidência de que a sociedade escolhe os seus próprios criminosos. Imaginem que fecham a rua Ferreira Borges e dizem que há um nazi na rua: entre um tipo de negro com um livro com uma cruz suástica e um iluminado banqueiro de bíblia na mão, quem diriam ser o nazi?  

 

 

“O século trinta não responde. Talvez não haja mais séculos após o nosso. Talvez alguma bomba tenha assoprado as luzes. Tudo estará morto: os olhos, os juízes, o tempo. Noite. Ó Tribunal da noite, tu que foste, que serás, que és, eu fui! Eu fui! Eu, Frantz von Gerlach, aqui, neste quarto, pus o século às minhas costas e disse: “Eu responderei por ele. Hoje e sempre”. Hem? O que?” – “Os sequestrados de Altona” – Jean-Paul Sartre.

 

música: Intolerance - Tool
publicado por O Carteiro às 13:36
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

777

Na cabala judaica, o número 7 simboliza a perfeição e o triplo 7 seria a perfeição divina. Well, receio que o triplo 7 do passado sábado tenha muito pouco de perfeição divina, mas estou certo que simboliza muita coisa!

Imagino a hesitação do pensamento dos leitores mais interessados naquilo que efectivamente penso e escrevo, “ não me digas”, “mas queres ver que”, “estou em estado de choque, liguem o 112”.... é verdade, fui à gala das sete maravilhas. E preparem-se para o que vem a seguir: diverti-me imenso, e tudo graças à divina inspiração da querida Laura, que me fez companhia na descida ao inferno da Luz... ok, purgatório, dado que agora aquilo é mais cor-de-rosa (estou certo que haverá alguém que ficará contente por esta referência ao cor-de-rosa... e eu gosto de contribuir para a felicidade da humanidade).

So, the deal was... Ser VIP tem as suas vantagens, mesmo num sítio aparentemente tão hostil para um orgulhoso dragão... free drinks. Nice! Especialmente quando os “barmans”até sorriem quando eu grito viva ao FCP e faço alguns trocadilhos refinados sobre a campanha de marketing do slb sobre o público alvo da campanha!! Eu sei, o metal é vil! Por outro lado, não deve causar espanto que no dia seguinte tenha tido algumas dificuldades em enumerar as setes maravilhas do mundo...  felizmente há mais maravilhas no mundo! E não me estou a referir ao rabo da Jennifer Lopez!!

Mas há alguns momentos da “celebração” que gostaria de partilhar com os meus caros leitores:

o     O assobio monumental ao “não sei que grau escolar/académico” Sócrates... parece que o tempo das vacas gordas vai começar! Já só faltam dois anos para as legislativas!

o     Os dois minutos que o dito cujo supra citado ficou especado com cara de idiota (quero dizer, de forma mais visível), à espera de cumprimentar o Cristiano Ronaldo. Mas devo acrescentar que não foi o único, e confesso que me deu especial prazer ver a “elite política portuguesa” a desfazer-se em “chiliques” perante o “distinto” futebolista. Caros sociólogos, não se suicidem já! O “jamais” estava particularmente entusiasmado com o jovem (assim como no dia seguinte ao inaugurar uma ponte de 300 milhões de euros para o deserto, segundo o próprio).

Mas quanto aos vencedores da noite, gostaria de destacar os meus momentos altos (e o pronome possessivo está correctamente utilizado!):

o     Cristo rei - à minha frente tinha um grupo de brasileiros que vibraram com a escolha, e com o facto de alguém, “com alguma insistência”, ter gritado “Viva a Argentina!” (o Scolari teve mais sorte, pois tirou uma foto todo sorridente com a Laura... é mais um daqueles casos em que a ignorância é sinónimo de felicidade, aposto que não lhe passa pela cabeça a razão da foto!)

o     Taj Mahal, aposto que para além da alegria da nomeação, o embaixador da Índia (presumo), não vai esquecer alguém que efusivamente decidiu abraçá-lo (ou pelo menos, tentado!) para festejar o momento. O mais engraçado é que a seguir mais pessoas tentaram imitar esse “alguém”!

 

Entretanto, e por que tudo acontece por acaso, inspirado pela numerologia, investiguei e descobri que sou uma pessoa número sete:

 

 

“Número 7: Aparentemente fria e calculista a pessoa de personalidade 7 é na verdade super exigente com ela mesma e com o próximo. Procura sempre executar suas tarefas de forma impecável. Geralmente solitária, ela se isola e precisa de muito tempo para realmente se entregar a qualquer tipo de relacionamento pois prefere este isolamento.

  • Positivo: Espiritualidade, Introspecção, Profundidade, Perfeccionismo, Controle da Mente
  • Negativo: Solidão, Exigência excessiva, Auto-Crítica, Reclusão.

Uma pessoa de número 7 está vinculada ao pensamento profundo. Sabe absorver o conhecimento de todas as fontes possíveis. Tem inclinações espirituais e filosóficas. Pessoa com senso estético apuradíssimo e dona de sentimentos elevados, mas péssima a lidar com a ignorância e com a falta de inteligência das outras pessoas”.

 

Este Pitágoras tem umas ideias engraçadas!

publicado por O Carteiro às 01:37
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

"To LA, California, The Postman"

Exmo senhor,


Junto envio a confirmação da sua viagem para Los Angeles

Voos:

CO65 no dia 30 Agosto Lisboa/Los Angeles            10.35/18.25
CO16 no dia 15 Setembro Los Angeles/NewYork     10.15/18.35
CO64 no dia 15 Setembro NewYork/Lisboa             20.15/08.15

música: "Roadhouse blues" - The doors
publicado por O Carteiro às 09:11
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Wish me luck

A propósito dos concertos de hoje à noite, fica aqui o registo de uma curiosa troca de sms:

Louis Risin - “Ò camarada, constatei agora uma coisa ... no passado sábado começámos a noite num bar de esquerda onde detectei alguma fufagem ... e acabámos num bar gay! As nossas noites estão decadentes, mas divertidas! Abração!”

Carteiro – “E começamos com caril de gambas, a meia luz e ao som de “Paulie Jean”! Abraço”

Louis Risin - “Man! You’re freaking me out! Realmente.. Quem estiver de fora pensa coisas tristes!! Mas foi bom! Abraço!”

Carteiro – “Lol! Eu digo o mesmo... E amanhã vou ver scissor sisters!”

Louis Risin “Cala-te.. Queer! Abraço. Arranjaste companhia?”

Carteiro – “Lol! Sim, mas está descansado, a minha preferência vai para os Interpol”

Louis Risin – “Ufa! Bem mais descansado! Aproveita bem a noite! Não te esqueças das plumas e lantejoulas!”

publicado por O Carteiro às 20:02
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Fui à missa e fui abençoado com a redenção

Aleluia! O Grande Xamã também faz parte daquela Igreja, com bíblias de neon e espelhos negros, com palmas, muitas palmas, saltos, muitos saltos, e coros, muitos coros! Sim, estou a tentar exprimir a minha felicidade por ter assistido (e participado!) ao fantástico concerto do Arcade Fire! (entrada directa para o n.º 2 do meu top de concertos, só mesmo atrás do concerto dos Tool no Restelo já aqui várias vezes referido).

Sim, leram bem, felicidade, cujos efeitos se sentem mesmo agora, a medida que escrevo e recordo a intensidade de cada segundo desse concerto. Isso também ficou bem patente hoje quando corria na passadeira, e de repente, passou um excerto do concerto – “No cars go”. O primeiro impulso foi começar a saltar, mas rapidamente tive de corrigir esse impulso para não descarrilar. Mas o sorriso e a felicidade na minha alma, esses ficaram!

Tenho que começar por agradecer à “minha neguinha” e ao seu namorado, o Gil (mas não o da Expo!!), por me terem arrancado daquilo que prometia ser um dia cinzento (não, eles não sabem fazer – acho eu – a “dança da chuva invertida”, mas têm excelentes contactos com “alguém” lá em cima!).

Estava com muitas expectativas em relação ao concerto, e consciente de que isso não costuma ser lá grande princípio... excepto quando a banda consegue ir para além das expectativas e é capaz de descarregar TWh (eu sou advogado, mas sei a diferença entre energia produzida e capacidade instalada!) de energia divina. Com um alinhamento irrepreensível (do meu ponto de vista, claro) e uma intensidade de actuação em potência máxima, difícil foi mesmo conformar-me com o final do concerto. Teve como “flavour” suplementar (dulce de leche, é bom de ver) de me transportar até à Argentina, onde os Arcade Fire foram a minha banda sonora. Arcade Fire e Argentina, duas causas maiores da minha felicidade! Engraçadas coincidências que a vida nos reserva...

Longo suspiro. Regressem pois têm um lugar reservado no altar da minha Igreja!

Ok, não seria justo terminar sem uma referência às restantes bandas que tive oportunidade de ver.

Block Party – ok, rapazes, perderam a vossa oportunidade de me conquistarem. Foram esforçados, sim senhor, mas o problema é que simplesmente não conseguem ultrapassar do “ouve-se”. Acreditem que, por não conhecer bem as vossas músicas, assisti com a melhor vontade, mas a verdade é que não passam de uma mini-hidrica ... em tempo de seca, ao passo que os Arcade Fire são uma central nuclear em plena e harmoniosa fusão (lol. Aposto que não vão encontrar muitas metáforas como esta para descrever e comparar os concertos de ontem!). Mas o concerto teve algo de bom, fez-me recuar cerca de 10 anos (!) para reviver o último “concerto” de quatro gajos, também com aspecto “perfeitamente vulgar”, no mítico espaço da “Rádio” na Escola Industrial de Oliveira de Azeméis (descobri recentemente que há fotos desse momento, pelo que reforço a importância das aspas anteriores).

Magic numbers – Ok, se os Block Party são a imagem dos tipos “next door”, os “magic numbers” são as pessoas next door, sendo a next door uma casa de freaks yipies (e que por sinal não fazem muito exercício...), tal como a Rua Venâncio Rodrigues, em Coimbra, com o Gonzaga and friends!! Spooky. Ou seja, recordo que eles estiveram em palco e já não é nada mau...

Já não ia à missa há muito tempo, mas depois do que se tem passado nesta caixa postal, estava mesmo a precisar de purificar a alma! Aleluia! Ámen.

 

PS. A qualidade da imagem e do som não é lá grande coisa, mas não resisto a partilhar a oração com os meus queridos leitores. http://www.youtube.com/watch?v=EbnRXbt2Aq8

 

PS2 – Quinta-feira: Interpol e ... Scissor Sisters. Oh, meu Deus, lá se vai a purificação da alma!

publicado por O Carteiro às 00:41
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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Dedos

Dedos

 

Dedos finos

Sobre paredes largas,

Na beleza incolor

Do momento.

Leio

Um livro de tragédia

Sem uma palavra

No turvo ruído

Do pensamento.

música: Hym - Isis
publicado por O Carteiro às 13:41
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