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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

Ninguém

Ninguém vive para sobreviver,

Vive-se para expirar,

Fechar a porta,

E, em silêncio, morrer.

E é possível sorrir

Com este pensamento,

Não existe drama

Em querer partir.

A razão existe em torpor,

Numa opaca latitude,

Em nevoeiro lento,

Na ausência de cor,

Na poeira densa do ar,

Na confusão do destino,

É sedimento do amanhã

E cruel forma de despertar.

.

.

.

A banda sonora é de uma das minhas bandas favoritas e uma das minhas músicas favoritas dessa banda que é uma das minhas favoritas. Descubram-na!

"Howl"

You try so hard to be cold
You try so hard to not show
I give you nothing to doubt, and you doubt me
I give you all that I have, but you don't see

Now I know that my eyes must close here
Every word seems to feel like you don't care
But I know that you're so confused and afraid
I just want to be one true thing that don't fade
I don't wanna give up tomorrow
I just can't understand why we're going on

You try so hard to be heard
You try so hard to not hurt
I give you nothing to doubt, and you doubt me
I give you all that I have, but you don't see

Now I know that my eyes must close here
Every word seems to feel like you don't care
But I know that you're so confused and afraid
I just want to be one true thing that don't fade
I don't wanna give up tomorrow
I just can't understand why we're going on

I don't wanna be sad
I don't wanna be sad
I don't wanna be scared
I don't wanna be scared
I don't wanna decide
I don't wanna decide
I see the road is hard
I see the road is hard
I won't wait for you in silence
I won't wait for you in silence
I won't wait for you in silence
I won't wait for you in silence

publicado por O Carteiro às 11:44
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Ah coisa e tal..

"Os nativos da Cabra vivem sintonizados com a ideia de uma vida simples e não agressiva para os outros. Buscam, acima de tudo, a tranquilidade, o que é provável que consigam encontrar neste ano do Porco, signo da mesma família que a Cabra. A sua natural afabilidade permitir-lhes-á o estabelecimento de pontes de entendimento mesmo com gente muito diferente. Por outro lado, algumas “estrelas negativas” menores poderão trazer pequenos problemas que, todavia, serão facilmente resolvidos.

A estabilidade - o que significa poucas mudanças - tende a ser a tónica do ano, a começar pela vida sentimental. Mas para que o ano não se torne improdutivo, é importante que estabeleçam para si próprios objectivos o mais exigente possíveis, sobretudo em termos profissionais e financeiros. Não acontecer nada será uma má notícia, já que indicará que não souberam tirar partido de uma conjuntura positiva. Dado que o elemento “Terra” da Cabra controla o elemento “Água”, isso significa que haverá uma oportunidade, que não deverá ser perdida".

 

I don't think so...

música: Smashing Pumpkins - Merry Christmas
publicado por O Carteiro às 19:09
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

O engraxador de sapatos pretos e meias brancas

Gosto de Madrid. Sinto-me bem a passear sozinho pelas suas ruas agitadas. Existe certamente uma mudança de cenário, mas existe sobretudo uma mudança de rostos e expressões. São as 4 das tarde de sexta-feira e a cidade está viva. A Gran Via é um rio a transbordar de vida no seu leito e margens.

Escolhi um sítio aleatoriamente estratégico para repousar o corpo e a mente com a agitação desta famosa avenida de Madrid. Estou com fome e sem sono, ainda que na minha contabilidade exista um défice crónico crónicas de horas devidas em tributo a Hipnos.

 

Ainda assim:

 

 

O engraxador de sapatos pretos e meias brancas

Na transparência da janela,

Quando os meus olhos querem fechar

Porque sinto a indiferença,

Mesmo que não desista,

Como nunca desisto de amanhã,

Apenas desisto hoje,

No tempo presente,

No tempo ausente.

E tudo é-me indiferente,

Mesmo tu,

Sejas quem fores.

Só não quero estar triste,

Enquanto sinto frio,

De uma realidade abandonada,

Em drenagem,

Como mentira isolada.

Não pares,

Eu estou bem,

Estou bem de verdade,

Apenas sou a transparência

Do outro lado,

Da janela errada.

música: Joan as the police woman - Save me
publicado por O Carteiro às 19:57
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Parabéns Carlos Oliveira

Eu não sou fã de Incubus mas não posso ficar indiferente a este gesto. Em resumo: os incubus lançaram um concurso para a realização de um clip de uma música deles, o qual seria escolhido por votação dos fãs e da banda. E quem ganhou esse concurso: um português, Carlos Oliveira. Fico mesmo contente, Eu ainda não consigo colocar aqui videos do youtube, mas deixo o link para verem o video clip http://www.idigincubus.com/ . A qualidade é bastante acima da média (basta ver a comparação com os restantes 4 finalistas). E imaginar que foi feito por um tipo amador, sem os recursos milionários que normalmente estas bandas têm ao seu dispor. Achei que merecia a pena partilhar isto com vocês e cultivar um pouco o ego colectivo de ser português!!

Parabéns Carlos Oliveira!!

PS - Bem, consultei directamente o site do youtube e recomendo a leitura dos comentários para rir um bocado,,, porque será que os comentários negativos estão escritos em castelhano!! http://www.youtube.com/watch?v=j9l17XR74Ts&eurl=

música: Incubus - "dig"
publicado por O Carteiro às 05:02
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Diáspora

Sendo um pouco distraído com datas e não estando sequer reunidos os pressupostos de facto (muito menos de direito) do evento, não é de estranhar que tenha reagido com perplexidade, quando abordado com a questão: planos para logo à noite? Ainda por cima hoje, em que foi confrontado com o drama de ter faltado água de manhã e não ter podido tomar o meu banho de “reanimação”, o que me deixa um pouco mais transtornado do que o costume.

Ainda assim, as duas mais queridas “Clearing girls” do mundo (também poderia dizer as duas clearing girls com quem consigo falar sobre um problema de trabalho sem me passar da cabeça e ponderar abrir uma excepção à minha condição de pacifista!!) foram capazes de me arrancarem um sorriso com a originalidade! Perante a ideia de celebração do dia D. S. Valentim, eis os seus comentários:

·      “S. Valentim, esse gajo? Já deve ter arrasado com o S. Valentim no blog com um manifesto muito eheheheehe (onomatopeia acompanhada de linguagem gestual intraduzível por escrito) (Clearing Girl)

·      “Podias era festejar o Dia do Santo Encalhanço” (Pipas Clearing Girl)

 

Mas para demonstrar o carácter quântico do meu pensamento e que eu não escrevo só coisas “pessoanas” e depressivas (aliás, nunca escrevo), deixo o meu contributo e homenagem ao Amor, em especial para os sonhadores de metáforas como eu…

Desejo

 

A tua luz incandescente

Cortou o meu caminho,

Derrubando a monótona cadência

Das palavras e do mar,

Despertando o silêncio,

E as veias do meu acordar.

 

Como desejo os teus lábios!

Como estou hipnotizado!

O teu mistério suspenso,

Em enigmática contemplação,

Imobiliza o meu olhar

No encanto do teu.

 

Os teus olhos são a cor,

São um oceano imenso,

Em tempestade e na brisa suave,

Uma escarpa íngreme

E a força de a vencer.

 

Queria sentir a tua pele,

Essa seda delicada, 

Num traço fino de cisne.

Sigo o ondular dos gestos

E o esboço dos teus lábios.

 

A tua boca vermelha

Desespera-me de tanto dançar,

Queria tanto beijar-te,

Apagar o fogo imenso

Que arde na minha saliva

E na ausência dela.

 

Esquecendo a lógica das coisas

E a ciência do tempo,

Queria ser o copo

Em que bebes,

O cabelo que acaricias,

E a almofada em que dormes,

E queria ser o teu pensamento

E a fonte do teu desejo.

publicado por O Carteiro às 16:30
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Reflexão 323

Sinto que nem sempre estamos despertos. Sinto que tenho dificuldades em estar desperto. E no fundo, é uma luta que sei que não posso ganhar. Não sei sequer se existe luta, existe uma perturbadora sedução, uma inconstância que me atrai. A vida termina. Ela termina todos os dias. Daí a minha conclusão sobre a luta e a felicidade. A luta pela felicidade não é uma tentativa de conquista, é uma forma de desespero que passa e nos arrasta na inércia.

Logo ouço no vazio a minha voz. Não. Pensando melhor. As minhas vozes. E questiono-me sobre o que estou a ouvir. Ouço o que estou a ouvir ou ouço o que quero ouvir? É um interminável abismo reflectido e multiplicado pela visão sem focagem. Posso continuar a caminhar. E continuo a caminhar por desertos abismos de esperança. Nada surge claro na minha mente. Nada é cristalino e transparente como a água que quero beber, na qual quero ser dissolvido sobre a insolúvel violência de uma cascata.

publicado por O Carteiro às 00:58
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Think for yourself

“Think for yourself, question authority,

Think for yourself, question authority,

Through human history, as our specie was faced the frightening, terrorizing fact that we do not know who we are or where are we going in this ocean of chaos, it has been the authorities, the political, the religious, the educational authorities, who attempted to comfort us by giving us, order, rules, regulations, informing, forming our minds of their view of reality. To think for yourself you must question authority and learn how to put yourself in a state of vulnerable, open-mindness, chaotic, confused vulnerability to inform yourself. Be cool. Don't panic. Chaos is good. Chaos creates infinite possibilities. Think for yourself, question authority”   Timothy Leary

música: Tool - Third eye
publicado por O Carteiro às 14:51
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Rir quando não se deve…

Por estes dias, nada parece correr como devia, de ironia em ironia. E talvez em virtude do meu peculiar sentido de humor, acabo por ser mal interpretado.. no mínimo!

Claro que há sempre algumas coisas que “ajudam” a que eu seja mal interpretado, como aconteceu hoje, quando me ri quando não devia (e várias vezes). Acontece-me com relativa facilidade rir quando não devo, quando existe alguma situação em que é completamente inadequado esboçar um sorriso, como por exemplo quando alguém diz uma invejável sequência de disparates ao chefe, bem elucidativos de alguma incompetência, e o chefe começa a passar-se da cabeça com essa pessoa, dando-lhe uma descompostura e eu …. começo a rir…. Ou seja, a receita perfeita para um bom ambiente de trabalho com os colegas de gabinete!!

Lembro-me do tempo em que trabalhava na faculdade e fazia parte do júri das orais e da reputação de arrogante e insensível que ganhei à custa disso.

Como devem imaginar (eu imagino, pois lembro-me bem do que sentia quando estava do lado de lá), quando se faz uma oral num sítio como a FDUC, a última coisa que queremos ver/ouvir é a pessoa que está no júri começar a rir quando se erra uma pergunta (bem, há que ser preciso, não era só errar, tal seria um eufemismo, a frase correcta é “quando se erra uma pergunta e se diz um tremendo disparate”). Pois, eu sou desse tipo de pessoas… acreditem que bem me esforçava por evitar, mas a minha mente humorística é mesmo retorcida (ou nem tanto. Será que alguém pode ficar indiferente à seguinte sequência pergunta/resposta: “onde podemos encontrar o capital social de uma sociedade comercial? Na Caixa Geral de Depósitos!”). O pior era a injustiça (na minha perspectiva) de os alunos pensarem que eu estava a gozar com a desgraça alheia..  quando simplesmente tenho uma vontade incontrolável de rir. O cúmulo da ironia (algo também frequente nos dias que correm…) era um professor com quem eu fazia orais, que era considerado “um querido e um amor” pelas alunas e “um gajo porreiro” pelos alunos e que, na verdade, era o maior cab*** com quem eu fazia orais… mas claro, enquanto o proveito era dele, a fama era toda para mim. Pegando no exemplo anterior, ele partia da resposta e desenvolvia sadicamente: “aí sim? em que agência da CGD? Tem a certeza que não pode estar noutro banco? E não se pode transferir o capital social para outro banco? Ora pense lá. Isso não levantaria problemas de concorrência?” .. como já devem estar a imaginar, para ele o aluno já estava chumbado no primeiro disparate!

E conseguia manter-se sério durante todo o processo de tortura. Não só resistia ao riso do disparate, como, entretanto (isto é, enquanto o aluno desesperava com a sequência de perguntas sem sentido), me segredava entre os dentes: “este tipo vai mas é limpar casas de banho para a CGD, só diz m****!”. Mas não ficava por aqui, depois da tortura, ainda tinha o discurso nutrido do mais requintado companheirismo do mundo, do género: “Vi que estava nervoso, sei que estudou. É um aluno para mais altos voos. Não sei se vai dar para passar, mas fique descansado que ponderarei muito bem o seu esforço”. Claro que, entretanto, ele já tinha escrito “reprovado” na ficha de avaliação! Para a posteridade ficava: “aquele cab*** do gajo que se pôs a rir é que me tramou”. E por aí fora…  

 

Mas, por estes dias que correm, o humor é tudo que tenho! (a adjectivação fica por vossa conta)

música: Sublime - "What i got" (reprise)
publicado por O Carteiro às 01:22
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Um bom tema para fomentar liquidez de metáforas

“Se um cordeiro não permanecer durante as primeiras seis horas de vida com a mãe, esta rejeita a sua cria. Mas, se o criador estimular os órgãos genitais da mãe durante cinco minutos, ela aconchega e alimenta a sua cria normalmente. Que hormona, meio afrodisíaca, meio maternal, provoca tal reacção?

A ocitocina, por vezes chamada a hormona da felicidade e da satisfação. Esta pequena peptide, libertada pela glândula pituitária, situada na base do cérebro – a hipófise, pode ser a razão pela qual pais e mães têm manifestações de ternura entre si e para com os seus filhos. A quantidade desta no corpo aumenta subitamente durante o orgasmo, permitindo a sensação final de satisfação. Durante o parto estimula as contracções uterinas da mãe e faz subir o leite. Em algumas espécies pode levar a que o pai construa o ninho e guarde o seu rebanho”

“365 Descobertas, curiosidades e factos científicos surpreendentes” – Sharon Bertsch McGrayne

música: Joan as Police Woman - Eternal Flame
publicado por O Carteiro às 00:40
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

Declaração de existência

A quem possa interessar: estou cansado, mas vivo!

Entretanto, algo para reflectir:

“Segundo uma antiga lenda, o rei Midas perseguiu na floresta o velho Sileno, companheiro de Diónisos, e durante muito tempo sem poder alcançá-lo. Quando conseguiu por fim apoderar-se dele, o rei perguntou-lhe qual seria a coisa que o homem deveria preferir acima de tudo e considerar sem par. Obstinado e estático, o demónio não respondia. Até que, por fim, constrangido pelo rei, desatou a rir e proferiu as seguintes palavras: “raça efémera e miserável, filha do acaso e da dor! E tu porque me obrigas a revelar-te o que seria para ti melhor ignorares? O que deverias preferir não o podes escolher: é não teres nascido, não seres, seres nada. Mas como isso te é impossível o melhor que podes desejar é morrer, morrer depressa”.

"A origem da tragédia", Nietzsch

publicado por O Carteiro às 01:03
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