São cartas Senhor, são cartas! Depois de tocar a campainha, algo acontece. Não é o carteiro, mas há uma carta por abrir.

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Segunda-feira, 27 de Março de 2006

Easy like a Sunday morning

Bem, não é bem domingo de manhã, mas até podia ser. Não, as luzes lá fora não permitem enganos. É mesmo domingo de noite, e eu estou a escrever embalado pelo balancear do comboio enquanto ouço “The perfect drug”, dos NIN. Curiosa mistura, é verdade. Sem saber bem porque, lembrei-me de outra música para dar título a este postal, bem mais adequada ao meu estado de espírito neste momento, se bem que seja necessária uma boa dose de ironia para ver o quadro na sua totalidade.


Mas como dizia (e agora são os Strokes, com “barely legal”), estou com o meu portátil em cima das minhas pernas (estou sentado num daqueles bancos sem plataforma para apoiar o portátil, com um tipo militar à minha frente) com vontade de escrever. O plano original era escrever algo para a minha interminável tese, mas entretanto mudei de plano, e senti necessidade de escrever qualquer coisinha para os meus queridos leitores. Este fim-de-semana foi muito onírico. No seu sentido literal, isto é, sonhei bastante (porque também dormi muito… com a chuva a cair lá fora…é difícil não cair em tentação). Tive uns sonhos estranhos e desconfortáveis, que em nada ajudaram ao meu estado de espírito (olha esta, “Eye”, dos smashing pumpkins… isto está a compor-se), já de si pouco confortável. Fiquei a matutar se os deveria considerar como premonições ou como composições “lynchianas” do meu subconsciente (“y no hay banda”). Contudo, ainda não cheguei a qualquer conclusão.


Há pouco, encontrei neste comboio um amigo com quem não falava há muito tempo. É um amigo de Coimbra, da velha tertúlia “dei coniculi”, que associo sempre a fenómenos estranhos (nem de propósito, Fiona Apple, “window”). Quem conhece o Miguel Ângelo sabe do que eu estou a falar! Tenho uma grande admiração por ele, é genuinamente “alternativo” …..  no seu próprio estilo. Quer dizer, ele é tudo menos um modelo para mim! Não é esse tipo de admiração de que estou a falar. É mais uma admiração pela capacidade dele ser ele próprio, o que, sinceramente, penso não ser nada fácil. Sermos nós próprios… contradição? Prisão? (Interpol – “evil”). Limite ou desafio? Confesso que é melhor deixar uma tentativa de resposta para mais tarde.


(Reamon, “supergirl”…muitos devem ficar surpreendidos com esta surpresa da minha “jukebox”, mas que posso dizer, quem é que resiste a um refrão como  “she is a super girl and super girls don’t cry”).


Espero que esta semana marque um ponto de viragem na minha vida (Sparta, “light burns clear”). Porra, afinal estamos na Primavera, porquê este sentimento a Outono? E sei que isto não acontece apenas comigo. Mas que raio está a acontecer à nossa geração? Como conseguiremos mudar o mundo, se não conseguimos mudar a nossa vida? Sim, eu estou a fazer retórica consciente. Mas a esperança é que eu consiga ouvir as minhas próprias palavras (Blur, “the universal”). De novo, aquela vontade de carregar num botão e fazer “cam steady” com a minha vida. Eu sei que é impossível. Eu sei, eu sei…


 

publicado por O Carteiro às 10:11
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Domingo, 26 de Março de 2006

Sem fim

Como eu sinto


A lava do meu cérebro


Escorrer até às entranhas


Da cólera da minha garganta.


Afogado no desespero


Cortado pelo silêncio,


Contornos incertos e obscuros


Ocultos pelo punho cerrado.


As luzes invertem-se


Em espirais de fogo


Serpenteando cada fôlego.


O melhor é não expirar


Perder o fio condutor


E esperar, esperar, esperar..

publicado por O Carteiro às 17:33
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Quinta-feira, 16 de Março de 2006

One down, two to go!! O mês de Março promete!!

Ah grande Vitória!! Bem, pelo menos agora não posso ser acusado de não ser nacionalista (Guimarães berço da nação e do condado portucalense, do qual não fazia parte lisboa!!!).


Ontem fui ver o vencedor do Oscar para melhor filme – Crash. Confesso que fiquei um pouco desiludido. O filme tem um argumento de fundo bastante bom, mas depois perde-se por completo com clichés “hollywodescas” e, pior ainda, faz umas aproximações ao Magnolia (como sabem, o n.º 2 do meu Top 5), no mínimo, dispensáveis:


O cruzamento das histórias é no mínimo exagerado e totalmente óbvio. A certa altura fica-se confuso, sem saber se estamos a ver o filme ou uma explicação do filme.


A cena da criança, a “capa da fada” e o iraquiano é no mínimo despropositada e previsível, sendo daquelas cenas que me dá vontade de vomitar ou desatar à pancada com a menina das bilheteiras para que me seja devolvido o dinheiro do bilhete.. com juros!


A música perto do final do filme... só faltava os personagens começarem todos a cantar.. passagem completamente dispensável, denotando alguma falta de criatividade artística.


A cena da neve.. bem, a certa altura fiquei mesmo à espera que começassem a chover sapos!! Outra passagem despropositada.


A cena dos “asiáticos”... em particular do jovem “imundo” que fica especado a olhar para a loja...


Mas não fiquem com uma ideia errada acerca da minha opinião do filme, eu gostei. E acho que o filme é melhor que brokeback montain.  

publicado por O Carteiro às 14:43
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Terça-feira, 14 de Março de 2006

SBSR 2006

Os meus parabéns à organização do Super Bock Super Rock 2006! O melhor cartaz de um festival de música de que tenho memória. E claro, em particular, o dia 26: Alice in Chains, Deftones, Placebo e TOOL!! Impressiona!!


Já tenho mais uma razão para arrotar de satisfação quando bebo uma Super Bock!!

publicado por O Carteiro às 14:57
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Sexta-feira, 10 de Março de 2006

BARÇA!!!

Yes!!
O meu pedido transformou-se em realidade!! Barcelona!! Barcelona!!
publicado por O Carteiro às 13:05
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Benfica suks! and Cavaco too!

O meu dia foi abalado por dois eventos desagradáveis: a vitória do benfica ontem e a tomada de posse do cavaco hoje. Começo a acreditar que existe uma conspiração contra mim.


Começando pelo benfica. Fiquei chateado por terem ganho. Porra, lá vou ter de aturar os delírios benfiquistas durante mais uma eliminatória. Só espero que calhe o Barcelona, para acabar de vez com esta longa agonia e para eu festejar duas vitórias! Com um golo do Deco de preferência!!


Estando o meu dia estragado, as coisas pioraram sensivelmente com a tomada de posse do cavaco silva. Mas que merda de país é este?! Hoje quando me lembrei da tomada de posse, pensei que rapidamente tenho de tratar da minha dupla nacionalidade (mesmo que seja a nacionalidade de um país intolerante... como a Dinamarca!!). Hoje uma colega de trabalho ficou escandalizada quando disse isto, e repreendeu-me mesmo com um fulminante “Não digas isso, tu deves ter orgulho em ser português”. Eu esbocei um sorriso para não dar uma resposta “típica do norte” (!). Mas quem é que se pode arrogar o direito de defender o orgulho português? Querem saber mais uma coisa, acho que caísse uma bomba no palácio da ajuda durante o “beija mãos” não se perdia nada, não só porque teríamos novas eleições presidenciais, como finalmente era possível ter uma verdadeira mudança política em Portugal . Por ter orgulho em ser português é que fico irritado com estes tiques “à salazar” com os quais a maioria parece conviver alegremente. Os meus limites até são relativamente tolerantes mas não tão elásticos que me permitam sequer ser complacente com a mediocridade política deste país, ainda perdido nas ruínas do Estado Novo. Também só isto explica o benfica. Nem quando o Porto foi “efectivamente” campeão europeu, teve tanto destaque nas notícias.


Perante isto, só me resta dizer: Ainda bem que o Maomé não é do benfica.

publicado por O Carteiro às 13:03
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Terça-feira, 7 de Março de 2006

Walk the line

thefinger.jpg


“I have been ungrateful


And I have been unwise


Restless from the cradle


But now I realize


It's so hard to see the rainbow


Through glasses dark as these


Maybe I'll be able


From down on my knees


Oh I am weak Oh I know I am vain


Take this weight from me


Let my spirit be unchained”


 


É ao som de Johnny Cash que escrevo estas linhas. O álbum chama-se “Unchained” e, como todos álbuns dele, é uma colecção de pérolas. Bem sei que corro o risco de ser confundido com o movimento “hype” que está a ser gerado pelo filme, cujo título antecede estas linhas, mas “who cares? I don’t give a shit!”


 


Começo por dizer que, caso não saibam (eu sei que deve ser um choque para muitos!!), sou um grande fã do Johnny Cash como músico e como personagem desse país cheio de contradições que é os EUA. Comecei a ouvir a sua música graças a um excelente programa de rádio, entretanto desaparecido, que passava na Antena 3, aos domingos de manhã (11:00 – 13:00), chamado “De costa à costa”, apresentado pelo Pedro Costa. O som de um comboio iniciava o inconfundível separador. (aproveito para fazer um parêntesis – como já devem ter reparado, para lembrar com nostalgia os tempos em que ouvia esse programa e outros da Antena 3. Deixo aqui a minha humilde homenagem aos profissionais dessa rádio, verdadeiros intérpretes do serviço público de rádio – sem quotas, entenda-se, e que sem dúvida são em grande parte responsáveis pelo meu gosto musical e, diga-se também, do aguçamento da minha crítica musical. Em particular, para além do programa já referido, nomeio alguns – e os respectivos profissionais: o “Drive-in” do Álvaro Costa – sem dúvida o “mestre” dos “mestres”, ainda por cima, do FCP!!!; o “Indigente” do Nuno Calado, - as famosas transições das 23:00, o “Hipertensão” do António Freitas, embora de forma mais ténue, por óbvias razões!).


 


Regressando a “Walk the line”. Confesso que superou as minhas expectativas, já de si optimistas (o que é de estranhar). Quer dizer, estava um pouco receoso quanto à parte musical do filme, pelo facto de as músicas serem interpretadas pelos próprios actores. Mas tenho de dar várias salvas de palmas virtuais ao seu desempenho, não só a este nível, mas em relação a toda a representação. Eu nem tinha boas vibrações em relação ao Joaquin Phoenix, o único papel de que me lembro é de um filme que nem sequer consegui ver! (o gladiador... palavras para quê.. penso que desenvolvi um natural asco aos épicos.. bem, só de dizer esta palavra sinto o gorgolejar do vómito tocar o limiar da liberdade - pois lembro-me logo do “braveheart” e de um meus ódios cinematográficos de estimação, o mell gibson... sim, eu sei, tenho mau feitio). Ainda não vi o “Capote”, mas pela apresentação sou capaz de compreender Oscar. Caso contrário, acho que iria ter de elaborar mais uma venenosa teoria da conspiração contra “o inimigo”. O filme não é um mero documentário sobre o Johnny Cash. É uma história sobre emoções e sobre aquilo alguns dos mais profundos sentimentos humanos: o amor. o ódio, a liberdade, a culpa. Tudo isto num filme “que por acaso” é sobre a vida do Johnny Cash, um cantor com uma voz única e com um percurso de vida feito da luta constante consigo e com o mundo. - “Seems you are going to a funeral”. - “Maybe i am”.


 


Ainda no que diz respeito a filmes, e em relação a “brokeback montain” tenho de dizer que não percebo a excitação provocada pelo filme, nem as críticas das pessoas em relação à preterição do filme face ao “Crash”. Não vi o “Crash”, mas vi o “brokeback montain” e penso que uma verdadeira injustiça seria ganhar o Oscar para melhor filme. Mais uma vez, penso que não se deve confundir “depoimentos políticos” com arte. Quer dizer, não digo que isso não seja possível (lembro-me, por exemplo do Elephant, excelente filme), mas, na minha opinião (claro!) o primeiro é insuficiente para merecer o meu aplauso (redundância!). Na verdade, o filme espremido praticamente resume-se a uma “história choque” (bem ao gosto das revistas cor de rosa... no sentido normal da metáfora!) sobre a homossexualidade, ainda por si no território da América conservadora (uuuu, que radical). Se fosse uma história de um casal heterossexual, seria mais um filme de domingo à tarde. Sinceramente, este tipo de “golpes artísticos” é meio caminho andado para conquistar a minha antipatia (sim, não tenciono perder o meu tempo com “munique”). Acho que é mais um reflexo da mentalidade “politicamente correcta” que tende a imperar nos nossos dias. E para não falar da “representação” do actor principal. Bem, se ele ganhasse o Oscar, isso sim, seria um escândalo, um fenómeno de discriminação sexual invertido. Isto é, ganharia o prémio pelo papel e não pelo mérito da representação (a este propósito, desafio a fazerem uma comparação com o papel do joaquin Phoenix no “walk the line”).


 


E pronto, estou satisfeito. Já disse mal de uns quantos! Fico sempre mais animado!


 


 

publicado por O Carteiro às 15:25
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Quarta-feira, 1 de Março de 2006

DEUS É PAI!!

right_tool3.jpg


Finalmente um festival (ou mais, quem sabe!!) que não vou perder de certeza!!!


TOOL SHOWS

Here's a list of dates for TOOL SHOWS that we can announce at this time (i.e. they are finally official). Only problem is, with regards to the Hamburg, Germany show and the Interlaken Festival in Switzerland, I'm not sure which one I'd rather be at... (since there is no June 1st show).


5/26 - Lisbon, Portugal / Superrock Festival
5/27 - Madrid, Spain / Festimad
5/29 - Barcelona, Spain / Razzmatazz
5/30 - Lyon, France / Transbordeur
5/31 - Luxembourg City, Luxembourg / Rockhal
6/2 - Germany / Rock AM Ring
6/3 - Germany / Rock IM Park
6/4 - Landgraaf, Holland / Pink Pop Festival
6/6 - Hamburg, Germany / Sporthalle
6/7 - Berlin, Germany / Columbiahalle
6/8 - Dusseldorf, Germany / Philipshalle
6/16 - Switzerland / Interlaken Festival
6/17 - Vienna, Austria / Nova Rock Festival
6/19 - Milan, Italy / Filaforum
6/21 - Rome, Italy / Foro Italico
6/22 - Bologna, Italy / L R Arena
6/24 - Poland / Katowice Spodek
6/25 - Prague, Czech Republic / T Mobile Arena
6/28 - Paris, France / Le Zenith
6/29 - Belgium / Werchter Festival
7/1 - Denmark / Roskilde Festival
7/4 - Kristiansand, Norway / Quart Festival
7/7 - Gothenburg, Sweden / Metal Town Festival
7/9 - Finland / Turku Festival

publicado por O Carteiro às 16:00
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