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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

Muhamed my friend Part II

 



 


(Auto-retrato do maomé)


 


Correndo o risco de fatah, aqui vai o meu exercício de liberdade de expressão e pensamento. Fuck you maomé! Mas que raio, mas será que está tudo doido? Realmente vivemos “strange days” quando caricaturas são responsáveis por actos de violência como aqueles que temos oportunidade de assistir na televisão. Parece que voltamos à Idade Medieval (sim, é caso para perguntar se chegamos alguma vez a sair de lá). Será que a tutela do respeito do maomé é superior à de qualquer outra pessoa? O Bush é que deve estar a roer-se de inveja por não se ter lembrado desta... assim teria encontrado uma justificação “mais razoável” para invadir o Iraque (e afins). Ou seja, parece que seria compreensível o argumento de que essa reacção militar era uma consequência do insulto à nação americana (sim, nem preciso saber árabe para perceber o teu dos insultos e ameaças aos EUA, para além de que queimar a bandeira dos EUA é considerado um crime grave de acordo com a legislação deste país – ou seja, um insulto aos seus valores sagrados enquanto nação... atenção, estou a ser irónico!!)


O problema não é os muçulmanos (a ainda assim, penso que não será a totalidade, estou certo que existirão muçulmanos com bom senso), o problema é termos pessoas “ocidentais” com responsabilidades a dizerem disparates como foi o caso do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros. Que triste figurinha.. Para mim, é só um sinal de que a minha intuição é uma forte arma.. E acho que é bem demonstrativo do estado do país, enredado no politicamente correcto e em “soluções de compromisso”. Mas teve o que merece, ou seja, o elogio do embaixador do Irão, que aproveitou a mesma declaração para contestar os números do holocausto... sim senhor, deviam propor um prémio Nobel da paz conjunto, a repartir entre o Freitas do Amaral e o embaixador do Irão. Já agora, convidavam o maomé e a montanha... ups, será que esta metáfora não viola o Corão? Oh meu deus, estou condenado ao inferno! Esperem lá, mas a qual deles? Será que isto entra na jurisdição do inferno católico ou islâmico? E será que o diabo, ele próprio, não deverá ter uma palavra a dizer?


Infelizmente, acho que devemos ter muito cuidado e ler nas entrelinhas. Antes de pensarmos na liberdade de expressão na “civilização oriental”, temos de pensar na liberdade de expressão na “civilização ocidental”, especialmente num país em que existiu a Inquisição (quer dizer, a Sagrada Inquisição..) e uma ditadura assente na censura. Isto porque, é nestas alturas que percebemos que existe “muito boa gente” sedenta por um momento para ajustar contas com “o 25 de Abril” e as suas liberdades, e, em especial a “Madre Igreja Católica e o seu séquito e afins”. Não sei se repararam, mas juntamente com estes episódios, foram saindo nos jornais alguns artigos de “opinião” em que se dizia que se tinha de acabar com a pouca vergonha de se permitir “gozar” com a Igreja católica e os seus símbolos... eu sei onde eles querem chegar, os mesmos que censuraram uma das obras primas da literatura portuguesa, “doa a quem doer”, que é “O evangelho segundo Jesus Cristo”.


A integração de minorias tem muito que se lhe diga, e na minha opinião está minado pelo discurso fácil do politicamente correcto. Publicar caricaturas é ofensivo e desrespeita à cultura muçulmana, e mostra a arrogância da cultura ocidental. E o contrário? A violência e a violação dos direitos humanos desrespeita o que? Claro que os “politicamente correctos” dizem “mas nós também condenamos a violência”. Mas sabem uma coisa, a terceira via nem sempre é possível . Isto porque a partir do momento em que dizem que se tem de respeitar a cultura muçulmana, sem ponderar até que ponto isso é razoável, não se podem furtar ao facto de terem de assumir as consequências daí resultantes, nomeadamente as reacções que se verificaram, pois da mesma forma que o corão serve para justificar a “blasfémia” dos cartoons, serve também para justificar a vingança e aniquilação dos infiéis. E não se pense com isto que estou a fazer um ataque à religião muçulmana. O meu ataque é ao fanatismo religioso e à inadmissível sobreposição do espiritual ao secular. Parecendo que não, devemos recordar que uma das grandes conquistas da civilização ocidental foi a separação entre o Estado e a Igreja (acho que aqui o atraso de Portugal é bem maior que os 50 anos de atraso em relação ao desenvolvimento económico dos países desenvolvidos da Europa). E este princípio deve valer para todas as Igrejas.


Mas estou aqui a gastar o meu latim, sobre civilizações, quando todos devemos ter bem presentes que nas entrelinhas o que está em causa é petróleo e isso é que no fim de contas ainda faz o mundo girar (esse também é um dos princípios mais em voga na civilização ocidental).


Será que posso dizer que Alá não existe? Será que estou a ofender alguém por expressar as minhas convicções religiosas? De uma coisa estou certo, jamais me verão a discutir este assunto num país muçulmano (sim, tento preservar a minha integridade física sempre que possível).. e começo a ter dúvidas se o posso fazer neste jardim à beira mar plantado...

Adaptando as palavras sábias do Prof. Costa Andrade: Qualquer um tem direito de ir para o inferno ou para o céu violar sete virgens. O que não podemos admitir é que arraste os outros consigo
publicado por O Carteiro às 15:11
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2006

Voando sobre o asfalto,

1950_04.jpg


Voando sobre o asfalto,


Voando sobre o tempo,


Luzes sem direcção


Cruzam o meu caminho,


Não compreendo nada,


Limito os meus sentidos


Limito-me a voar,


Absorvo os segundos


Paralisado em movimento,


Dentro uma pedra tumular,


Um eco sempre oculto,


Para além da luz,


Para além do medo de ser,


Sinto que estou a obedecer,


Mesmo sem cumprir.


Desilude-me a consciência,


Dos verdes campos e do mar,


Quando penso no pôr-do-sol.


 


Que fé é preciso ter,


Que mentiras é preciso dizer


Para escapar à loucura no amanhecer


E começar o suave anoitecer?


 

publicado por O Carteiro às 00:17
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2006

Break-point

Ponto de ruptura,


Agora em estado febril,


Ponto de quebra,


Num exército desarmado,


Despedido em lençóis


Como fornalha densa


Sem matéria ou luz.


Aro de metal e espinhos


Aperta em torniquete


A língua dobrada


Onde as palavras vibram


E os dedos falham.


Ponto de liberdade


No vazio aéreo


Onde um gesto


É a recusa da verdade.

publicado por O Carteiro às 11:43
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Ser português

Têm que reconhecer que me tenho esforçado por colocar postais novos com alguma regularidade. Mas confesso que ficaria um bocadinho mais contente por ver isto a pulular de comentários, numa roda-viva, que nem o programa do Júlio Isidro. Mas não, não acontece nada. Será isto consequência directa da eleição do Cavaco Silva… realmente seria uma boa explicação, um castigo divino do deus católico, pelos meus pensamentos impuros. O livro de reclamações está aberto! Digam qualquer coisa


 


Confesso que ando um pouco aborrecido, especialmente pelo facto de já ter violado uma “resolução de ano novo”, que consistia em pintar um quadro por cada mês do ano. Não pela violação da resolução em si (bem, eu não sou assim tão legalista!), mas porque este diálogo interior, dentro da prisão da liberdade, é uma tarefa verdadeiramente extenuante. Um dos meus “conhecidos” e “apontados” defeitos é pensar demais (um lugar comum, eu sei). Ao certo, não sei bem o que isso significa, se é que significa alguma coisa. O mais provável é que tudo seja reflexo de uma das qualidades “comuns” aos portugueses, a desorganização. Confesso que me assusta um bocado essa visão, actualmente quando penso na expressão “ser português” sou assaltado por um conjunto de acontecimentos recentes que me fazem relativizar o orgulho de sê-lo. Recordo, por exemplo, o episódio da assembleia da madeira, com o requerimento de avaliação das faculdades mentais de um deputado. Ainda assim, a minha compreensão ainda consegue resistir, afinal o autor da proeza dá pelo nome de Coito Pitta!

publicado por O Carteiro às 23:37
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