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Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Elysian fields*

jc_mike2.jpg


“Reconhecer a realidade como uma forma da ilusão, e a ilusão como uma forma de realidade, é igualmente necessário e igualmente inútil”. Livro do desassossego, Fernando Pessoa


 


Quem me conhece sabe que sou um desastre em citações e outro tipo de frases feitas. Felizmente nos meus postais posso recorrer a estes “truques” estéticos.


A verdade é que não queria deixar este cantinho em branco e segui o caminho mais fácil. Peguei na “Bíblia” e abri à sorte e, com a discricionariedade do meu olhar, seleccionei esta frase.


Mais uma vez, não consigo deixar de ficar esmagado pelo poder deste livro. Frases que ecoam indefinidamente na nossa cabeça assaltam-nos “à ganância”!! Na verdade, um turbilhão de ideias, de dias e dias de deriva, surgem numa frase simples, numa inconfidência silenciosa.


Nestes momentos, as palavras são tudo e são o nada. Misticismo? Nihilismo? Budismo e afins? “O que é que isso interessa? Nada, nada.”


 


*Este postal foi acompanhado pelo delicioso "Dreams that breath your name", com a voz sensualmente arrepiante da Jennifer Charles. Um anjo caído para atormentar a ilusão da realidade.


 


 

publicado por O Carteiro às 23:38
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Sábado, 20 de Agosto de 2005

A luz do dia

FionaApple_NotAboutLove_01.jpg


É verdade, marquem a data 4 de Outubro na vossa agenda. "Extraordinay Machine" vai finalmente ver a luz do dia!


"Now that my album is finally finished, I am very, very excited to have people hear what we did," Apple said in a statement. "I am so proud of it, and all of us who worked on it."


Desafio: procuro alguém interessado em me acompanhar a Nova York para ver a Fiona Apple!

publicado por O Carteiro às 19:31
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

A luz em Agosto

Se eu fosse irónico, diria que dava um bom político.


A luz de Agosto acaba por ser motivo para falar de cores. Mesmo sem ser intencional, dei comigo a ler o livro, de William Faulkner, enquanto a luz de Agosto não para de mudar. Desde o azul celeste, da eterna inocência, ao laranja apocalíptico, da cruel maldição. Estranho Agosto. Ou talvez não, talvez seja apenas a minha percepção que torne tudo tão estranho. Mas não quero entrar em mais discussões sobre a relação entre o sujeito e o objecto.


A luz, tal como o tempo, limita aquilo que somos capazes de conhecer.


 


“Mas havia algo que o agarrava, como qualquer fatalista pode ser agarrado: através da curiosidade, do pessimismo ou da pura inércia”. Serei eu também um fatalista? Nunca tinha pensado partindo deste ponto de vista. Mas, para além dos indícios, receio o fundo de verdade, oculto em mim e, como uma náusea à deriva na maré, balanço sem movimento. Será este o labirinto? Será este o eterno enigma?


 

publicado por O Carteiro às 01:23
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

Lisbon Story

 


lisbon.jpg


Este fim-de-semana tive a oportunidade de “finalmente” ver a famosa “Viagem a Lisboa”, de Wim Wenders e do senhor Inverno!


Começo por confessar a minha desilusão, mas que graças aos extras do dvd rapidamente obteve uma explicação “perfeitamente” lógica. Este foi um filme encomendado pela organização de “Lisboa Capital da Cultura 94”, que queria “um filme de um realizador estrangeiro”. Somos um povo de pacóvios, desculpem o desabafo!


Não que esteja a fazer do filme um tiro ao alvo das minhas frustrações com o Portugal político e afins, também tem coisas boas. Boas imagens e a felicidade da música dos Madredeus (com algumas das minhas músicas preferidas “Tejo”, “Ainda”, “Guitarra”). Nos momentos em que se limita a isso, confesso um verdadeiro prazer contemplativo. O problema é a total inconsistência da história. Daí o paradoxo do título! Quanto aos diálogos, eu já estava disposto a dar um grande desconto, que até nem foi preciso dar no caso da Teresa Salgueiro (que, para que conste, é uma mulher muito bonita e que tem uma presença fora do vulgar, a mostrar que não é só a voz dos Madredeus. Bem se calhar esta não seja uma opinião que reúna consenso, mas eu também nunca senti o menor tesão pela Bárbara Guimarães!). Mas a história, e era isso que o filme pretendia retratar, é patética. Na minha opinião, nota-se claramente “a pressão” de ter de fazer o filme. Segundo consta, foi realizado em 5 semanas tendo o guião sido escrito à medida que ia sendo feito. É pena que a ideia da história do filme – um documentário sobre Lisboa – não tenha sido aproveitada para o próprio filme.


Mas, no final, para aqueles que ainda não tenham visto, e em contracorrente em relação ao que disse, se tiverem oportunidade, vejam o filme. É delicioso o retrato de Lisboa em 1994.


 

publicado por O Carteiro às 00:02
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2005

A banda sonora

Por força do acaso, a minha banda sonora dos últimos dias tem sido a mesma. Na verdade, é uma colectânea “home-made”, que tem conseguido fazer-me companhia através de diversos estados de espírito, o que de certa forma merece destaque porque objectivamente não devia ser assim!


Em todo caso, sem outra apreciação crítica, decidi partilhar com os meus leitores a “set-list”. Quem sabe, talvez possa servir para outros filmes. Como ainda não é cristã, lanço o desafio aos meus leitores de sugerirem um título para o seu baptismo!


 


Music to make love to your old lady by - Lovage


Sex (I am) – Lovage


Generation sex – Divine Comedy


Big night out – Fun loving criminals


Mr. Gorgeous – Smoke city


1979 – Smashing Pumpkins


Song 2 – Blur


36º - Placebo


I woke up in a strange place – Jeff Buckley


Sunset is tonight – Blind Zero


Creep – Radiohead


Midnight cowboy – Faith no more


Home – Depeche mode


Wiskey and water – Tindersticks


Real man – Tori Amos


Lucky man – The Verve


My Way – Frank Sinatra


Unchained – Jonnhy Cash


Bridge over troubled waters – Jonnhy Cash and Fiona Apple

publicado por O Carteiro às 15:00
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Segunda-feira, 8 de Agosto de 2005

Começar uma banda

Esta carta bem pode ser um panfleto publicitário para encher a vossa caixa de correio, com ligação directa ao caixote do lixo. Em todo caso, aqui fica.
Talvez um dos meus sonhos mais sonhados (descontem o pleonasmo), é tocar ao vivo com uma banda (e depois ser ovacionado pelo público, como contam as crónicas dessa mítica banda, os “Pontifex”!!). Os saudosos “Less than zero” nunca chegaram a esse patamar e acabaram por ficar perdidos nas memórias de Coimbra e dos projectos inacabados.
Embora as hipóteses de eco deste apelo estejam à partida mais inclinadas para o fracasso (basta atender ao número de visitas, e o ainda mais exíguo o número de comentários): Gostava de começar uma banda.
Confesso que era um leitor assíduo do jornal Blitz, quando o Blitz ainda era o Blitz (! Está visto que lugares comuns não vão faltar nesta carta!!). Ou seja, quando o jornal valia por si, antes de se tornar num ícone de algo que não compreendo (devo estar a ficar velho!), em que já não se consegue distinguir as notícias de quem as escreve (sim, o Blitz não era um jornal de pseudo-críticos alternativos e sei lá mais o que de radical e diferente e de muito à frente). Para isso existia a secção das mensagens pessoais!! (que sinceras saudades dessas últimas páginas, a verdadeira cereja em cima do bolo). Bem, estou a desviar-me do assunto…
Isto tudo para falar daqueles anúncios para formar uma banda, os quais sempre achei muito ridículos, confesso. Por isso, agora ao fazer este “anúncio” estou consciente do risco que estou a correr, mesmo procurando não cair em lugares comuns!
“Queres fazer parte de uma banda tirada a papel químico dos silence 4, toranja, e outros afins? Queres fazer a primeira parte dos U2? Queres fazer playback num programa de televisão? Então esquece”.

publicado por O Carteiro às 01:21
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2005

Muhammed my friend

 


tori1.JPG


“Muhammed my friend


It´s time to tell the world


We both know it was a girl back in Bethlem”- Tori Amos


 


Fanatismo religioso. Religião. Alienação. Uma desculpa. A eterna culpa.


Gostava de dizer que vivemos tempos de loucura, que o mundo endoideceu, que o fim do mundo está próximo (como alguns dissem, esperemos que sim - aenema). Mas seria uma mentira. Todos nós sabemos que é apenas a repetição da triste história da espécie humana, para além do bem e do mal (acreditem, ao contrário do que possa parecer não faço parte da legião de aduladores de Nietzsche…embora tenha a impressão que já li mais livros dele que a maior parte dos ditos cujos!).


Somos prisioneiros da liberdade. E não suportamos o fardo. Temos necessidade de algo superior, de alguém que nos desculpe. Somos incapazes de assumir a liberdade (e tenham em atenção que eu não me estou a pôr à margem). Abandonamos muito facilmente a nossa individualidade em troca do alívio da culpa. È curioso verificar que todas as tragédias da história humana foram levadas a cabo não em nome de desejos individuais mas em nome de algo superior. Desde os sacrifícios dos povos primitivos, passando pela expansão da Igreja Católica, Inquisição e afins, até às catástrofes do século passado e do “brave new millenium”, tudo foi feito em nome de algo superior.


Isto faz-me lembrar os famosos julgamentos dos colaboradores do nazismo, em particular os juízes dos tribunais nazis, que, face às acusações de homicídio, em sua defesa alegaram que apenas se limitaram cumpriram a lei e a vontade do povo alemão. A verdade é que a maior parte deles foram absolvidos.


Há alguns dias atrás, a propósito de uma praia de nudistas em Ibiza (playa ses cavalet – para os interessados), e tendo dito que jamais seria capaz de fazer nudismo, um amigo meu dizia que seria capaz de fazer nudismo numa praia que só tivesse nudistas, mas que seria incapaz de fazer numa praia de nudistas em que houvesse pessoas vestidas. Fiquei surpreendido e perguntei qual seria a diferença, afinal ele era capaz de fazer nudismo ou não. A resposta foi ainda mais intrigante: se todos fizessem o mesmo, ele também não se importava de fazer. As pessoas vestidas, numa praia de nudistas, faziam-no sentir mal. Será que é isto que nos move?


 

publicado por O Carteiro às 00:59
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2005

If you're going to... Ibiza

Queridos leitores, eu gostaria de desculpar-me dizendo que tenho andado muito ocupado, que o trabalho anda a dar cabo de mim, que estou à beira de um ataque de nervos ou ainda que não sei o que é férias há séculos. Mas seria mentira... mas estou de regresso e prometo para breve um postal de Ibiza e com uma flor no cabelo!!
publicado por O Carteiro às 14:41
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